terça-feira, 21 de julho de 2009

Pavorosidades

Certos jogos foram assim nessa rodada. Rodada dos clássicos. Que deveriam ser bons. Eletrizantes. Mas não o foram. Nem de longe. Assim foi com o SanSão. São Paulo 2x1 Santos. O tricolor se reabilitando. O peixe à espera de Luxemburgo. E o jogo ? Fraco. Tenebroso. Tanto que Washington desencantou. Fez 2. Gols no mínimo estranhos. Mas fez. E deu os 3 pontos pro São Paulo. O que não aconteceu no Atletiba. Jogo igualmente ruim. E que teve placar de partida ruim. 0x0. Os paranenses não conseguem embalar. O Atlético mostra que é ruim. O Coxa mostra sua fragilidade fora de casa. E ambos rodeiam a zona de rebaixamento.
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A maioria dos times na degola perderam. Muitos em seus domínios. O Fluminense até saiu na frente. Mas foi goleado pelo Goiás. 4x1. No Maracanã. O esmeraldino afundou os cariocas na crise. Também entre os 4 últimos aparece o Cruzeiro. A derrota na Libertadores fez-se presente. 2x1. pro Corinthians. Na volta de Ronaldo ao Mineirão. Onde ele marcou seu gol. E perdeu seu pênalti. A sina dos mandantes prosseguiu com o Sport. Também saiu na frente. Mas deixou o Avaí virar. Em plena Ilha do Retiro. 3x1. Os catarinenses respiram. Segunda vitória seguida. Os pernambucanos choram. Duplamente. O Náutico foi massacrado pelo Barueri. 4x0. Quatro gols de Val Baiano. Um dos artilheiros do Brasileirão. Mesmo sendo em São Paulo. O Náutico foge a regra do tópico. Não só. Da série A também. É certamente o time mais com cara de rebaixamento que tem-se.
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Tivemos outros dois clássicos. No GreNal do centenário o Imortal fez o que não conseguia. Haviam 7 jogos. Vencer o Inter. No Olímpico. E foi especial. De virada. 2x1. Se um teve traços diferentes o outro em nada mudou. Notou-se o terceiro Flamengo e Botafogo seguido com o mesmo placar. 2x2.
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Numa rodada com tantos jogos importantes pouco falou-se dos líderes. Foram 2 jogos. E só um gol. Na vitória do Palmeiras sobre o Santo André. 1x0. Os alviverdes estão agora em segundo lugar. O primeiro segue sendo o Galo. Os mineiros não conseguiram quebrar a invencibilidade do forte Vitória no Barradão. 0x0.
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Na série B a zebra passeou. Em Campinas. O Paraná Clube venceu o líder Guarani. Não só líder. Invicto. Em pleno Brinco de Ouro. 2x1. Em Natal. O ameaçado Juventude ganhou do postulante ao acesso América. 2x0. Em Fortaleza. O medíocre Ceará fez 2x0 na Lusa. Tirou os rubroverdes do G4.
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G4 que passa a receber o Vasco da Gama. O gigante carioca voltou a sua boa fase. Fez 3x0 no ABC. Em casa. Grupo que viu a consolidação do Atlético Goianiense. 3x1. No Fortaleza. E a vice-liderança garantida. Fechando os 4 primeiros vê-se a Ponte Preta. Fez o duelo paulista ante o Bragantino. 1x1.
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O último paulista está na zona do rebaixamento. Mas vem se reerguendo. O São Caetano venceu. A segunda. Seguida. Goleou. O Duque de Caxias. Foram sonoros 4x0. Em casa. Quem não conseguiu fazer valer seu mando de campo foi o Campinense. Perdeu. Novamento. Pro Bahia. O tricolor da boa terra fez 2x1 em Campina Grande. Degola que viu o Vila Nova entrar no desespero. Ao perder de 3x1 pro Figueirense. Fora de casa. E que viu o sperançoso Ipatinga descer belos 5x2 no Brasiliense. De virada.
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Os tradicionais seguem vivendo dias extremos na série C. O Paysandu assumiu a ponta do grupo A. Que vê o Sampaio Corrêa afundar na lanterna. O CRB tem tudo para conseguir seu segundo descenso seguido. É lanterna do grupo B. Átras do penúltimo Confiança. Grupo liderado pelo famigerado ASA de Arapiraca. Outro que vem sofrendo é o Gama. Quarto na chave C. Ao menos o América Mineiro é líder. Disparado. Seu vice é o Guaratinguetá. Ainda assim. Quatro pontos átras. O coelho pode voltar a ter dias de glória. Já dois grandes time sdo Sul decepcionam. No grupo D. Criciúma e Caxias são quarto e terceiro. Respectivamente. Ficam átras do Brasil de Pelotas e do líder Marília. Mas. Dão sorte. O lanterna Marcílio Dias tem seu rebaixamento praticamente sacramentado.
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Na série D destaca-se o grupo 4. O líder é agora o Central. Deixou o imenso Santa Cruz com a segunda colocação. Na frente de Sergipe e CSA. No grupo 6 Tupi e Paulista por enquanto vão eliminando o Madureira. Ao menos o tricolor suburbano respira. O que não acontece com o Friburguense. Na chave 7 os paulistas Ituano e Mirassol vão sendo surpreendentemente inferiorizados pelos mineiros Uberaba e Uberlãndia. Os times do triângulo tem 3 pontos de vantagem para os bandeirantes. E a série D segue pegando fogo.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Uma rodada alvinegra

Dois clubes alvinegros jogaram nesta rodada. Dois. Apenas. O jogo entre o alvinegro Botafogo e o celeste Cruzeiro foi adiado. Graças a final de Libertadores. Aliás. Por causa do adiamento deste jogo a rodada foi tão alvinegra. Não. Nada a ver com o Botafogo. Alvinegro. Mas graças ao Cruzeiro. Celeste. A derrota dos azuis fez os preto-e-branco de Minas comemorarem ainda mais a vitória ante o São Paulo. Mineirão lotado. E um show atleticano. 2x0. O Galo é líder. Joga em estado de graça. Tudo dá certo. O outro alvinegro sofreu. Bem mais. Tradição dele. Deles. O paulista. O Corinthians fez 4x3 no Sport. Seu atual algoz. Com direito a dois gols dele. Ronaldo. O fenômeno. Brilhando muito no Corinthians.
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Bem como o Corinthians outros times andam sofrendo. Bem mais. Com sucessivas derrotas. O Fluminense. Perdeu mais uma. Pro Inter. 4x2. Com Taison voltando a marcar. Dois. O Atlético Paranaense. Perdeu. Novamente. Pro Santo André. O placar foi magro. 1x0. Isso pouco importa. Segue a sina triste do Furacão esse ano.
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Alguns também sofrem. Mesmo não perdendo. Na rodada. Vide o Avaí. Foi a zebra da rodada. Fez 2x0 no Goiás. No Planalto Central. Ou como o Náutico. Empatou. 1x1 com o Vitória. Nos Aflitos. E o Leão da Barra mostra algo. Que só é forte no Barradão. Fora de casa não consegue se impor. Sequer contra o lanterna.
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Grandes times não conseguiram muita coisa. Mesmo contra adversários de menor expressão. O Grêmio. Foi derrotado pelo Coritiba. Outro time que só se impõe em casa. O Coxa desceu 2x1 no Imortal. De virada. Pior foi o Santos. Ia dando outro vexame. Pior. Em casa. Conseguiu empatar. 3x3. Num show de gols. Na Vila Belmiro.
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Estranho. O campeonato tem mais cores para os preto-e-branco.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Casos e casos

Era muito mais que uma final. Era o jogo da vida. Aliás. Aqui entra o primeiro caso. Final da Libertadores não merece clichê. É algo singular demais. E sempre cai na mesmice. Alguns. Caem. O Cruzeiro ? Caiu. Os celestes provocaram. Até aí. Nada demais. Mas não se prepararam caso o contrário acontecesse. O Estudiantes era inferior. É. Realmente. Sabia disso. Respondia cordialmente às provocações. Preparando-se. Deu no que deu.
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A festa estava pronta. Desde quarta. O empate na Argentina. Enche qualquer cruzeirense brioso. O tri estava ganho. Até os atleticanos se conformavam. Bem disse Bob Fernandes. A certeza era tamanha que nem os atleticanos acreditavam no que haviam visto. Era uma cidade pronta para um título. Praticamente ganho. A confiança estava em níveis pouco antes vistos. Tudo bem. De novo. Se você souber trabalhar com isso. Se não. Quando se está nesse nível o tombo é ainda maior.
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Podíamos notar a confiança nas arquibancadas. O Mineirão não estava cheio. Estava abarrotado. Haviam jornalistas argentinos trabalhando na geral do estádio. O primeiro tempo foi tenso. De pouco futebol. De muitas faltas. Jogo truncado. Novamente. Era outro Brasil x Argentina. A torcida fazia barulho. Mas ouviam-se os Pinchas. Cerca de 3500. Contra mais de 60000. O fôlego das chamadas hinchas é impressionante. O jogo era igual. Jogo ? Parecia mais boxe. Outro fato. Indiscutível.
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Saiu o gol. Henrique. De longe. Novamente. Os são-paulinos sabem bem da capacidade rematadora do jogador. A festa foi instantânea. Todos os gritos ecoaram. Todos. Aqueles que nos acostumamos a ver os cruzeirenses cantarem. Agora sim. Era o Mineirão. Era o Cruzeirão. Era a festa. A confiança. Estava tudo azul. Literalmente. Uma festa que só terminaria em Dezembro. No mundial. Em Abu Dhabi. Mas acabou. Antes. Bem antes.
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Seis minutos depois. Sendo mais exato. Fernández empatou. No meio dos zagueiros cruzeirenses. Aproveitando uma saída estranha de Fábio. Outro fato. Não adianta negar. Fábio sempre foi um goleiro mediano. Cheio de altos e baixos. A final mostra isso. Fez uma partidaça em La Plata. E foi mal. No Mineirão. Nos dois gols do Estudiantes. Dois ?
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Dois. Boselli fez o segundo. A partida ficou ainda mais ranhida. O empate acabou com a tal confiança do time celeste. Parecia que haviam perdido o jogo. Já. Ainda não. Verón cobrou escanteio. Ele anotou. De nuca. Sem jeito. Meio de costas. Bola defensável. Muralha ? Virou murinho. Estudiantes. Dois a um. Algo estava estranho. Algo ? Errado. Muito mais que algo. Muito.
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A arquibancada. E a festa cruzeirense ? Onde estaria ? Ruiu. Calou. Silenciou. Desde o gol de Fernández. O time era reflexo da torcida. Havia se calado. O segundo tempo teve trilha sonora castelhana. Se ouvia o grito de Campeón. A canção Pincha. De fato foi um tango. E nessa arte ninguém bate os hermanos. A tal festa acabou mais cedo. Nada mais estava azul. Era alvirrubro o Mineirão. Comentava com alguns atleticanos. Eles falavam que a torcida celeste havia melhorado. Concordei. Mas falei. Muito pouco. Pude notar isso. Ontem. E afirmo. Torcida nas Alterosas é sinônimo de Clube Atlético Mineiro. Sempre.
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O retrospecto. Os argentinos falavam que o Magalhães Pinto era um estádio maldito. Me perguntei o por que. Lembro do ano passado. A Argentina empatou com o Brasil. No Mineirão. Zero a zero. Cantavam Adeus Dunga. A fase era ruim. Péssima. Depois daquele episódio o técnico da seleção deixou de ser questionado. Falando do Cruzeiro. Ano passado eles foram eliminados. Em casa. Por outro argentino. Boca Juniors. A confiança era grande. Também. E caíram. Maldito. Pero no mucho.
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Kléber. Ramires. Os dois grandes valores individuais celestes caíram facilmente. Na catimba. Ramires estava visivelmente nervoso. Era sua última partida. Pelo time que o deu projeção. Internacional. Sentia-se na obrigação de dar a Libertadores. Para a nação. Que não por acaso o chamava de guerreiro. No entanto. O guerreiro virou peixe pequeno. Presa fácil. Isca pincha. Kléber se achava numa imensa piscina. Via um pé. Tropeçava. Caía. Propositalmente. Nada fez. É um grande jogador. Incontestavelmente. Mas provocou. Não sabia o que fazer. Merecia uma lição. Grande. Ela veio. Minha raiva pessoal de tal jogador fora vingada. Ele sempre disse. Iria ganhar. Para os palmeirenses. Parabéns. Os verdes nada mereciam. E ficaram com esse nada. O segundo lugar é o primeiro perdedor. Nada mais perdedor. Kléber. Palmeiras.
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Gérson Magrão. Ádilson Batistas. Quatro nomes. Duas pessoas. O primeiro era contestado. Até hoje. Foi o melhor cruzeirense. Na partida. Correu. Tentou. Participou. Dos poucos que tiveram a cabeça fria. De um campeão. De Libertadores. E Adílson ? Contestado no início de trabalho. Muito. Foi caindo nas graças de quase toda a torcida. Fez o que pode. Pedia calma. Sabia que desespero era arma. Dos argentinos. A coletiva dele foi perfeita. Manteve o pé no chão. Admitia a queda. Mas falava bem. Elogiou a disposição do Estudiantes. Disse que o caminho é árduo. Mas pode voltar. Perfeito. O time do Cruzeiro é muito bom. Está bem átras. Mas pode voltar. Se tiver a calma e a paciência de Adílson. E de Gérson Magrão. Dois exemplos. Que sejam seguidos.
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Estudiantes. Convenhamos. É um time medíocre. Tem um punhado de jogadores. De nível internacional. Verón. Boselli. Andújar. La Brujita teve o controle do time. Do jogo. Jogou bem. Demais. Fez valor o nome de seu pai. Grande ídolo pincha. Entrou para a história. De vez. Feito Boselli. Autor do gol. Do título. Meio sem querer. E alguém liga ? É gol. É título. O tetra do Estudiantes. O 22º título argentino. Na Libertadores. Andújar foi de fato a muralha. Ótimo goleiro. Foi pouco experimentado. Se compararmos com Fábio. Em La Plata. Vale mais não ser testado que ser testado e falhar. Os demais jogadores do plantel argentino eram comuns. Até o técnico. Saavella não montou o time. Apenas o assumiu. Como um qualquer.
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Uma cena me chamou a atenção. A entrega da taça. De Nicolas Leóz. Para Juan Sebastian Verón. A alegria dele. Não. Muito mais que isso. A dificuldade em acreditar que ele ganhou. Não por qualquer demagogia. História. Por seu pai. Nada disso. No fundo ele sabia. O time celeste era melhor. Ele não conseguia compreender. Não foi o Estudiantes que ganhou. Foi o Cruzeiro que perdeu. Tanto que a taça quase caiu. Eles não estavam prontos para tal título. O venceram. E por pouco não passavam vexame. Empataria. O Cruzeiro vexaminou o Brasil em 90 minutos. Eles vexaminariam a competição em poucos segundos.
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Não foi merecido. A Libertadores de número 50 merecia mais. Merecia o melhor. Merecia o Cruzeiro. Mas futebol não é merecimento. É vontade. Eficiência. Time por time. Campanha por campanha. Capacidade por capacidade. Os cruzeirenses mereciam. Demais. Mais que os argentinos. O que vale é o dois por um. Do placar. Um jogador fez Verón no inverno de Belo Horizonte. E um time deu aula de como não se jogar uma final. De Belo Horizonte. Em Belo Horizonte.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Agonizante

Essa noite não dormi bem. É bom ver seu avô feliz com seu time. Bom ver a Lusa vencendo. O azulão goleando. O Guarani invicto. A Ponte de volta. Mas não. Eles não conseguiram me animar. Fui dormir cedo. Li O Príncipe. Cada dia acho o livro mais genial. Mesmo assim. Também não me ajudou.
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É externo. A tudo isso. Desde pequeno estou acostumado a ouvir os ouros. Ser um bom ouvinte. Ótimo. Melhor que isso um grande conselheiro. Poucos seguem o que falo. Os que seguem se dão bem. Os que não. Reclamam da vida. Isso só aumenta minha certeza. Sou um verdadeiro chato.
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Ontem não consegui ajudar. Ninguém. E isso não conseguiu me ajudar. Também. É complicado sentir-se impotente. Por vezes você sente que é o dono do mundo. Noutras vê que não manda em si mesmo. Aliás. Manda. E vai dormir. Tem atitudes mais engrandecedoras. Todos os dias chego a ela. Ontem. Não. Porque ? Não sei.
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Talvez não tenha causa. Talvez não tenha nenhum problema. Certos fatos não são obstantes a nós. Nem nos dizem respeito. Acho estranho. Mas já passei por isso. Recentemente. Contornei. Tudo voltou ao normal. Ao ótimo. Rendeu. Voltou. Faz parte. Espero. E se não fizer ? Espero. Também.
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As pessoas não aprendem. Parece. Sabem que um relacionamento tem acontecimentos. Precisa ter confiança. E tendo confiança. Brigas acontecem. É algo normal. Será realmente que precisava ficar acordado até 02:30h da manhã explicando isso ? Acho que não. Meu humor indicava isso. Tudo bem. Tem crédito. Se vai seguir o que falei. Não sei. Ela normalmente segue. Sempre. Que continue.
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Tudo muda. Eu sei disso. Mas a transição entre fases é um período difícil de lidar. O mais complicado. Até por que não tenho do que reclamar. Das demais. É só felicidade. Talvez a necessidade de ter e ser feliz todo dia alimenta a agonia quando ela não acontece. Talvez eu esteja paranóico. Mais que isso. Tentando trazer sua felicidade.
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Hoje tem violão a noite. Tem jogo. Eu me recuso a ver Brasileirão. É dia de final. Libertadores. É dia do Brasil. Vencer. A Argentina. Nada pode ser melhor. É hoje. Doze anos depois. A imagem do Cruzeiro. Resplandecerá. Irei me ocupar. Se me ocupar e perder companhia ficarei triste. De novo. Certas vezes é necessário perder. Para ganhar.
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Essa semana tá sendo uma bosta.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Revoluções

Poucos se lembram. Dia 14 de Julho. De 2009. Completa-se 220 anos. Da Queda da Bastilha. Principal marco da Revolução. Francesa. Que de tão importante marcou o início da era contemporânea. Esses ares parecem ter dominado o futebol brasileiro.
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Caíram 3 técnicos na décima rodada do Brasileirão. O primeiro foi Márcio Bittencourt. Foi goleado por 4x1. Pelo Palmeiras. Outro foi Parreira. Foi ainda pior. Perdeu por 1x0. Para o Santo André. No Rio. Tanto os pernambucanos quanto os cariocas estão na zona de rebaixamento. Não passam de sans-cullotes. Ou os miseráveis parisienses. A época da Revolução. Juntam-se a eles o Avaí. Que perdeu em casa para o Botafogo. 2x1. Os azuis jogaram bem. E os botafoguenses saíram da degola. E ainda tem o Atlético. Paranaense. Mesmo vencendo. Em casa. O Inter. Por 3x2. Segue no G4. De baixo.
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O Inter é outro time que podia participar da Revolução Francesa. Seria a monarquia. Sobretudo Luís XVI. Decapitado pela burguesia ascendente. Obtiveram o poder. E a burguesia ? Seria quem ? O outro Atlético. O Mineiro. Um verdadeiro Galo. De briga. Quase um Napoleão. Ou alguns Napoleões. Roth. Tardelli. A massa. Os alvinegros de Minas venceram o arquiinimigo Cruzeiro. Com os reservas. 3x0.
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Tem-se ainda as divisões políticas da época. Os girondinos. Conservadores. Que não saem de onde estão. Casos de 3 times. Do Vitória. Mesmo massacrando o Santos por 6x2. No Barradão. Os baianos mantiveram a ótima terceira colocação. Do Barueri. Venceu o Coritiba. Em casa. 3x1. E ficou na mesma quinta colocação. E do São Paulo. Empatou. O maior clássico do Brasil. Ante o Flamengo. 13 títulos. Nacionais. 2x2. No Morumbi.
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Apresento-lhes agora os jacobinos. Radicais. Os que dão emoção ao nacional. Os gremistas. Venceram o Corinthians. 3x0. Um passeio. Monumental. Não só no nome do estádio. E o Sport. Venceu o Goiás. Placar mínimo. 1x0. O suficiente pra faze-lo subir. Quatro posições.
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Mais do que isso. Na série B alguns times revolucionaram. Se revolucionaram. Caso do Vasco. Encerrou um jejum. Seis jogos. Sem vitória. Atropelou a Ponte Preta. 3x0. Em São Januário. Sem falar no Guarani. Líder. Absoluto. Seis pontos à frente do vice-líder. Venceu o Brasiliense. 2x1. No último lance. E o América. De Natal. 4x1. No Bahia. Segue no G4. Quem diria. Após seu retumbante fracasso na série A. Em 2007. O Dragão. Pode voltar. Aliás. Outro dragão pode chegar. O Atlético. De Goiás. O tal vice-líder. 5x0. Em casa. Ante o Paraná. O Campinense também parece querer mudar. Obteve a sua segunda vitória. Entre 8 derrotas. Ganhou do Juventude. 1x0.
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Outros parecem não mudar. Caso do São Caetano. Empatou. Em casa. 1x1. Com a Lusa. E agora é lanterninha. Figueirense. Bragantino. Ipatinga. Ceará. Venceram. Mas continuam na metade da tabela. Ganharam de 3x1. 2x1. 1x0. 2x0. De Fortaleza. Vila Nova. Duque de Caxias. ABC. Respectivamente.
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O futebol muda. Historicamente. Veja o Paysandu. Perdeu de 4x0. Para o Luverdense. Tal resultado colocou outrot radicional em maus lençóis. O Sampaio Corrêa. Pode cair. Pra série D. Outros. CRB e Confiança. Grandes. Do Nordeste. Dois últimos do grupo B. Da série C. Ao menos na terceira chave um tradicional respira. O América. De Minas. O Coelho. Praticamente classificado. De praticamente certo no grupo D só o rebaixamento do Marcílio Dias.
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Constando. A alta média de gols nas competições nacionais. 3,7 na série A. 2,9 na B. 3,4 na C. 2,5 na D. Sim. A série D existe. Talvez pois não tenha nenhum time do Acre.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

I know, it's only rock 'n roll...

Mas eu gosto. E sempre hei de gostar.
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Passei por um fim de semana. Era pra ser ruim. Acabou sendo bom. Muito. Assumo. Em muito foi graças ao pagode. No domingo. Sim. Eu. No pagode. Não que não goste. Longe disso. Sou eclético. Todos sabem. Mas unca tinha ido. Desdenhava. E vi que não é tão ruim. Nada ruim. Ouvimos praticamente só música do Exalta. Boas. Vimos muita coisa que queríamos. Outras que não queríamos. Acabou sendo divertido. Chegando em casa veio o contraponto. Foi bem melhor. Mas o pagode. Valeu a pena.
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Eu não tinha me tocado. Domingo. Doze de Julho. E eu no pagode ? Um dia antes do dia mundial do rock. Não me considero rockeiro. Não me considero nada. Aliás. Mas comemoro tal dia. Não costumo honrar meu moicano. Na cabeça. Mas dentre tantos outros gêneros. Esse foi o que se solidificou. No mundo. No meu mundo. Pode não parecer. Porém é só ver meu LastFM. Entre as 15 bandas mais ouvidas. No geral. A primeira. Titãs. A terceira. Queen. A quarta. Pearl Jam. A quinta. Aerosmith. Temos ainda Pitty. Charlie Brown. O Rappa. CPM 22.
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E nas faixas ? A mais tocada é Um minuto para o fim do mundo. Tem se Pulsos. Além de mim. November Rain. Call me when you're sober. Somebody to love. Tem de tudo. O rock tem de tudo. O dos anos 60. Mais leve. Dos tempos do rei. Até hoje. Elvis Presley. Dos Beatles. Dos praticamente inventores do gênero. Chuck Berry. As Big Bands. Rolling Stones. Os anos 70. Pink Floyd. Deep Purple. The Doors. Jimi Hendrix. O punk. Sex Pistols. The Clash. Ramones. Iggy Pop.
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Os gêneros mais recentes. Mais dançantes. Meio new wave. INXS. Police. Smiths. Pretenders. O hard rock. AC/DC. Led Zeppelin. Black Sabbath. O Glam Rock. Aerosmith. Kiss. Guns. E no Brasil. Mais diversas bandas. E rockeiros. A Jovem Guarda. Como embrião. Raul Seixas. Os inesquecíveis anos 80. Ira. Ultraje a Rigor. Barão Vermelho. Paralamas do Sucesso. A turma de Brasília. Capital Inicial. Legião Urbana. Raimundos.
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O rock vive. Até hoje. U2. Foo Fighters. Red Hot. Green Day. Nickelback. No Brasil. Skank. Jota Quest. Los Hermanos. Tem de tudo. Tem pra tudo. É o rock. Por maior preconceito que exista contra ele. Vence-os. Se renova. Recicla-se.
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Falo por mim. Não consigo falar da minha vida sem o rock 'n roll. Isso vem de meu pai. Ele viveu os anos 80. Que inveja. Homem de sorte. Viu a melhor era do gênero. Pra mim. Dentro. Fora do Brasil. Curtiu sua adolescência ao som dos clássicos. Fez seus amigos assim. Deve ter conhecido minha mãe da mesma forma. Até hoje é influenciado pelos pensamentos do estilo. Cresci o ouvindo. E cresci ouvindo o que ele ouvia. Uma de minhas memórias mais antigas é ser apresentado ao CD Use Your Illusions. Do Guns. Meu pai falava maravilhas. Eu pedi pra ouvir. Ele atendeu. Emocionado. Levava o filho para onde queria.
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Ouvimos o CD todo. Era bom. Ele conta que achei também o Appetite for Destruction. Ótimo. Infelizmente não me lembro disso. E é assim. Até hoje. Falamos de rock. Imagino a maravilha de época dele. Não lamento. Invejo-o. Minha época tem também suas maravilhas. Bem mais recentemente ele comprou o Queen Live at Wembley. Eu tinha uma simpatia pela banda. Depois tudo virou obsessão. Eram magníficos. A banda toda. Freddie era a alma. Mas Brian May. Roger Taylor. John Deacon. Que banda. Que show. Na casa de meu pai. Vendo isso. Na TV dele. Com o som dele. Acho que todos do bairro ouviram junto. Ninguém reclamou. É o rock. E com tudo isso tais tardes na casa do meu progenitor ganhavam auras celestiais.
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Não só com ele. Lembro da fossa de um grande amigo meu. Ele estava mal. Só conseguiu colocar Changes e chorar. Aliás. As trilhas sonoras dos meus casos sempre foram rockeiras. Cranberries. Evanescence. Scracho. E as respectivas fossas idem. Adiciono só Seu Cuca á lista. E bem. Atualmente Los Hermanos tem dominado minha mente. Não. A mente dela. Junto com tudo que o Last da garota denuncia. Blink. The Fray. Lifehouse.
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É certo. O rock pode não ser o mais ouvido. Nem por mim. Mas é disparadamente o de melhores recordações. Até pra mim. Até mesmo na tristeza incontida tenho motivos para sorrir. A morte dos Mamonas. De Renato Russo. De Cássia Eller. Michael Hutchence. Marcelo Fromer. Lembro de tais figuras e não fico triste. Lembro antes de suas belas canções. E pensamentos. O rock ativa a mente. Deixa mais inteligente. Basta ver qualquer letra. Ela faz sentido. Alguma hora faz. Fará.
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Por si só o gênero tem seu lado místico. Seu dia. É um dia 13. Não tão bem quisto. A música do Iron Maiden exalta o 666. O número da besta. Toda essa bestialidade me deixa intrigado. Alguns fazem questão de colocar o estilo em maus lençóis. Mas falo de meus gostos. O meu fascínio. Certos fatos. Todos os meus amigos ouvem algum tipo de rock. Sem exceção. Alguns ouvem só rock. Aliás. Eu tenho certeza. Esse foi um dos motivos principais pelo qual tenho algumas e tantas amizades. E basta alguma letra. De algum clássico. Para alguém se entender. Ou se expressar. É comum. Parece que tudo que querem dizer já está escrito por aí. Numa canção. Com guitarras e baixo.
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Ah Rock. You rock. My life.