segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Minha estranha vida acadêmica

Para muitos, a faculdade é o paraíso. É o local e a hora para se beber muito, beijar tudo que é gente e ter liberdade plena. No entanto, a minha vida, por suas várias ( e muitas delas ) chatas peculiaridades, não me permite ser um universitário padrão.
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A primeira e mais óbvia das características é a diabetes. Ela não me permite beber igual um louco como qualquer estudante enssa idade, tenho que ficar me policiando sempre e beber apenas moderadamente. Zuações e piadinhas surgem com isso, mas é melhor conviver com eles do que cair na pilha e ver sua saúde ir peloas ares. Aprendi a lidar bem com isso, nunca perdi a sobriedade e falo isso com orgulho. Isso não é de todo ruim, é engraçado ver os amigos pagando mico inteiramente chapados. Mas, naqueles dias nos quais nada dá certo e naquela fase, fica uma sensação de que algo poderia ser feito para, por ao menos alguns instantes, ter felicidade.
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O problema mais bizarro refere-se a minha mãe. É estranho uma maior de idade exigir que seu filho tanha um comportamento de alguém maior de idade se ela não permite que ele tenha um comportamento de maior de idade. Enquanto ela o trata como bebê, ele vê seus amigos tendo êxitos e sucessos, bem como derrotas e fracassos, mas todos com responsabilidade total dos mesmos. Já eu convivo com minha mãe ligando de 5 em 5 minutos após determinada hora e vejo-a xingando caso algo dê errado. Acho que eu sou o único maior de idade que erra.
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A vida acadêmica é, de fato, maravilhosa. Mas falta algo, ou melhor, alguns fatos que façam da nota 9 um 10 com louvor.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

As ondas da praça Tahir

Da África ao Oriente Médio, descobriu-se um novo tipo de onda. Nada relacionado a satélites, som, Física, magnetismo ou coisa do gênero. A onda em questão é algo tão mais simples, nobre e importante para o planeta que tudo o que foi falado. A onda é de liberdade.
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Desde quando os protestos contra Hosni Mubarak começaram, na praça citada, todo o reduto dos ditadores muçulmanos foi sacudido. O movimento democrático, iniciado com a queda do ditador tunisiano Zine El Abidine Ben Ali, espalhou-se e tomou corpo nas ruas do Cairo, que chamou a atenção de todo o planeta. O país das pirâmides, das múmias e dos faraós voltava ao jornal quando todos pensavam que o país estava recluso aos livros de história.
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Após muita luta, muito protesto e sangue, o povo, enfim, venceu a luta e fez Mubarak cair. A praça Tahir, símbolo do movimento, cravou seu nome na eternidade, seja da política egípcia, da história popular ou da mídia como um todo. Milahres de anos depois, o Egito volta a ser estudado e e a ter alto-estima.
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Os ecos de liberdade já estão sendo ouvidos em outros cantos. O povo foi ás ruas no Bahrain, Iêmen, Argélia e até mesmo na Líbia, país no qual Muamar Kadafi faz suas aldroagens descaradamente há exatos 42 anos. Essa forma escusa de governo necessita acabar, e o povo acordou. Antes tarde do que nunca.
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Sonho em ver essas ondas de liberdade tomando proporções ainda maiores, e usadas não só para deposições, mas também para protestos. Espero que o povo brasileiro veja o exemplo e comece a soltar a voz contra a cafajestagem de seus políticos, revoltando-se. Fazer da praça da Sé, da praça do Papa, da praça Onze, do Redenção a Tahir dos trópicos. Já passou da hora.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

São Caetano e eu, um 2010 em 2011

Fevereiro ainda não pode ser considerado como Ano-Novo. Aqui no Brasil, diz a lenda ( verdadeira, inclusive ) que o ano só começa após o carnaval. Em 2011, a folia de Momo só virá em Março. Ou seja, vivemos um prolongamento de 2010 e a ressaca das festas de fim de ano.
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Fui ao dermatologista esses dias, na rua Niterói, no centro da cidade. A região tornou-se quase minha casa ano passado, ou melhor, no 2010 de fato, quando fiz cursinho na Cardeal Arcoverde, marco-zero de Sanca. Ir ao dermatologista, por si só, foi uma imensa volta ao passado. Lembro do dia que encontrei a Fernanda e pouco ficamos e fizemos pois tinha consula no ingrato horário das 14:15h. Para ir até lá, inclusive, precisei pegar o mesmo Gerty Circular que eu tomava pontualmente às 5:55h pra ir pro centro, quando o dia ainda era noite e o branco da Lua era mais forte que o amarelo do Sol. Mesmo sendo desconfortável, tinha saudades do Gertão e de ver a Goiás pelos vidros coletivos.
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Descer na Amazonas era sinônimo de problema, principalmente quando chovia e a correnteza na guia levava seu pé e sua calça. A fila de ônibus à direita, um átras do outro, congestionava a rua.
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Não fui até o Largo da Igreja, onde ficava o cursinho, pois ele estaria fechado. Não fui visitar a praça, onde ocorriam vários showzinhos aleatórios, nem a banca na qual eu comprei meu guia do futebol americano e me divertia vendo o Meia-Hora de notícias. Tinha vontade também de descer a Santa Catarina e pedir um chocolate gelado de meio-litro no Rei do Mate, e, claro, de ir almoçar no saudoso Tempero Manero, a casa dos pratos sem fim. Tudo isso fez um ano da minha vida feliz, e me ocupou quando eu não podia fraquejar.
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O plano foi mudado. Fomos até o Subway da Goiás. Subway em São Caetano sempre me lembrará a Fernanda, também. Íamos na franquia do shopping São Caetano, na Manoel Coelho, e de lá íamos ou pra Di Thiene ou pra praça do Centro Digital ficar um pouco juntos.
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Sem a necessidade de voltar de ônibus, voltei dirigindo pra casa. Lembro que ano passado queria logo tirar minha carta e sair dirigindo por aí, e minha mãe nunca me deixou sair sozinho. Até hoje é assim.
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Direção, problemas com a mãe, o centro, a Fernanda... um dia de 2010 em 2011.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Lua de mel

É gratificante achar algo especial, namorar, ficar um tempo e casar com isso. Pode ser um cônjuge, um projeto ou qualquer outro sonho que se tenha. Quem me conhece bem sabe que o meu sonho sempre foi fazer uma boa faculdade de jornalismo. Ao entrar na Metodista, realizei meu sonho. Ou melhor, comecei a realiza-lo.
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Vão ser quatro anos. Quatro longos anos de trabalhos, projetos e provas difíceis e intermináveis. Mas o prazer de fazer tudo isso é bem maior, acredite. Fazer o que, desde pequeno, eu quero.
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Mesmo estando apenas na segunda semana de aula, já tenho projetos e muitos trabalhos para fazer e entregar. Até eles são legais, acredite. Tudo está relacionado com o que almejo, não tenho direito nenhum de reclamar, até por ter prazer em faze-los.
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Após aulas de história dos mais diversos tipos de jornalismo e práticas redacionais, enfim, tive a primeira aula mais prática hoje, ao transformar a história de Chapeuzinho Vermelho em um texto jornalístico de até dez linhas. Tão criativo quanto divertido deser feito, acredite.
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É necessário amor para se gostar tanto duma carreira. Amor ao jornalismo não me falta.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fala sério, amiga !

Essa expressão, tão banal, corriqueira e pobre de conteúdo e de gramática, é lugar-comum nas conversas entre meninas de hoje em dia. Infelizmente é fácil ver isso, e pior ainda é notar que tal frase é amplamente difundida por um meio de comunicação de qualidade duvidosa e muito popular entre as adolescentes: as revistas juvenis femininas.
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Entre assuntos que atormentam as garotas nessa idade, como os primeiros índicios de sexualidade, maquiagem, moda, dicas de TV/internet, testes infames e muito, mas muito sobre garotos, a linguagem abordada é tão pobre que lembra os jornais popularescos cariocas. Ao invés de falar sobre tudo isso com uma linguagem minimamente culta, aproveitando para ensinar às garotas não só senso de vida, mas também aumentando o léxico adolescente, revistas como Capricho e Atrevida abrem mão de alguma qualidade editorial e se vendem para suas leitoras como um verdadeiro lixo semântico.
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Fico imaginando qual tipo de mulheres as publicações irão formar. As leitoras dessas revistas irão ser tão ordinárias quanto as matérias e páginas do que lêem. Não buscarão erudição nenhuma ou algo diferente, pensarão que a vida é apenas uma imensa futilidade e viverão num planeta no qual a razão da existência é um esmalte novo, um ídolo juvenil de fama curta ou descobrir através de quinze perguntas se aquele gato está a fim ou não da plebeia.
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Cada vez mais garotas especiais são raras. Todas elas são monopolizadas por esse tipo de imprensa tão baixa e saem pra vida adulta quase que uniformizadas, falando do mesmo assunto, querendo vestir roupas de marcas caras e dando valor a um garoto por seu rosto, e não por sua inteligência. E depois reclamam que homens são todos iguais ?

SuperEsporte

A maior audiência anual da TV dos Estados Unidos não pertence a Oprah, David Letterman, 500 milhas de Indianápolis ou final do American Idol. Esse recorde é, tradicionalmente, do Superbowl, a final do futebol americana. O jogo reúne os campeões da conferência americana ( AFC ) e nacional ( NFC ) numa partida única em campo previamente determinado. Como atrativos, além do emocionante jogo, do ingresso para a história e dos estádios moderníssimos, há o tradicional Show do Intervalo, com uma banda mundialmente famosa. Em 2011, a honra foi concedida ao Black Eyed Peas.
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Simplesmente não há palavras pra descrever os jogos. Desde as suntuosas entradas, com direito a shows pirofágicos, bandeiras, cheerleaders, hinos, gritos de torcida e muita emoção, até a última jogada, tudo é mágico e deixa as emoções à flor da pele, mas tem que ser exaustivamente treinado, maravilhosamente executado e precisamente calculado.
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É um jogo incrível. Um esporte que te permite várias opções. A única modalidade que, por exemplo, é possível ter 100% da posse de bola. Existe uma infinidade de regras básicas e mais um sem fim de faltas para impedir ilegalidades e contatos mais ríspidos, mas o jogo é voltado para a emoção, mesmo sendo, em tese, apenas uma guerra de trincheiras, um jogo de ganho de espaço, essencialmente.
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Nele contrói-se mitos, semeia-se o ódio, criam-se rivalidades, nota-se a garra. Tudo que envolve o futebol americano é superlativo e emocional demais. Não há nada mais apaixonante.