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domingo, 1 de março de 2015

450 anos do Rio e 250 Cristos Redentores

Por mais que toda cidade tenha suas características e identidade, nenhum outro município brasileiro é tão icônico quanto o Rio de Janeiro. Seja pelo sotaque carioca, pela cultura, pela música ou por qualquer outra qualidade que o local justamente chamado de Cidade Maravilhosa, o mundo inteiro conhece e deseja visitar o Rio.
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Pontos turísticos não faltam. As praias, o Sambódromo, o Maracanã, o Pão de Açúcar e o Corcovado. Corcovado onde fica, aliás, uma das Sete Maravilhas do mundo moderno: o Cristo Redentor.
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Inaugurado em 1931 após nove anos de construção, o Cristo é conhecido por todos. Todos mesmo: em 2011, foi eleito o maior símbolo da América Latina. O que você pode não saber é que não existe apenas esse Cristo Redentor por aí. Mais: todos os mais de 250 Cristos de outros locais tem algo em comum - e não é a figura homenageada.
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Todos vieram da mesma família: os que tem sobrenome Papaiz, originalmente de Campinas. Com os moldes prontos, bastava à cidade que quisesse comprar um Cristo escolher o tamanho. O que popularizou ainda mais as esculturas é o baixo preço: as maiores estátuas custam apenas 12 mil reais - quantia que não precisa de autorização de nenhum Legislativo municipal para ser gasto. (É claro que o material é diferente do Cristo original, bem mais em conta)
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O Rio continua lindo, e jamais deixará de ser. Mas a Cidade é muito mais que Maravilhosa; é inspiração e influência pura.
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Abaixo, alguns dos Cristos Brasil afora. Pena que nenhum deles tenha a Baía de Guanabara para abraçar.
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Cornélio Procópio - PR

Indaiatuba - PR

Taiúva - SP

Lagoinha - CE

Taubaté - SP

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Costa, batendo de frente com a minha vida

Um ano depois dá pra falar melhor da importância da viagem de formatura. Mais maduro, maior de idade e com uma cabeça ainda mais feita, posso olhar pra trás e ver o quanto Costa do Sauípe foi importante e um divisor de águas não só no ano passado, mas também em toda a minha vida.
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Dias antes da viagem, passei por um episódio traumático com uma pessoa, episódio esse o qual prefiro não recordar. Fui viajar baqueado e triste com a situação e com a pessoa, mas prometi pra mim mesmo que isso não ia me abalar. Ia sim era fazer o contrário: marcar a minha volta por cima.
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Com uma semana de Sol pleno num lugar paradisíaco, não tinha como não ser perfeito. Ir dormir a hora que quiser, curtir todas as opções dum completo hoteleiro completo, várias bebidas, shows espetaculares ( Alexandre Peixe, Timbalada, Cláudia Leitte, O Rappa e Jammil e Uma Noites ), risadas e conversas á beira do deck da piscina ou jogando futebol à todo instante, me senti revigorado.
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Houveram seus pontos ruins, claro, sobretudo com meus amigos. Talvez eu precisasse de um tempo pra ouvir coisas novas, um tempo pra me abrir, um tempo pra mim. Fui ausente demais com eles, reconheço e até hoje me culpo por isso. Entretanto, conhecer de fato algumas pessoas da minha escola, estreitar relações já existentes e conhecer pessoas me fez um bem absurdo. Sempre tive ânsia de papos novos, ideias novas, vozes novas. Consegui isso lá.
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Marcando exatamente um ano de minha ida pra lá, posso desmembrar meu ano em dois: antes e depois da Fernanda. Antes não passei no vestibular, sofri pelo mesmo motivo o qual me deixou triste antes de Costa, fiquei no ócio, me atrasei na vida... enfim, um desastre. Ao começar meu relacionamento tudo mudou, e me sinto tão revigorado quanto fui pra Bahia. A diferença é que ela me faz bem todo dia.
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O Sol que falta no ABC brilha o ano todo no paraíso o qual chamamos de Costa do Sauípe. Um ano depois posso dizer com saudade o quanto o local, a turma, os monitores, o hotel e o simples fato de estar lá fez dum período nefasto da minha vida uma chance de viver feliz.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O precursor da liberdade

Há 175 anos, quando se iniciava a Revolução Farroupilha, o gaúcho já era um povo diferente. De origem platina, com o sotaque espanholado e suas bombachas e guaiacas, os riograndeses já se mostravam insatisfeitos com ot ratamento recebido pelo restante do país, que desconhecia naquela altura ( e desconhece até hoje ) o porquê deles se orgulharem tanto desse pedaço de terra compreendido do Chuí à Passo Fundo.
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Hoje, na comemoração tradicional da Guerra dos Farrapos, vê-se toda a população nas ruas, vendo a passagem de seus baluartes e de sua Armada, num cortejo que nem de longe lembra a demagógica parada do Sete de Setembro. A alegria e o orgulho de fazer parte das festividades dum evento tão marcante é nítido. Não há nada mais gaúcho que isso: tradição, respeito, honra, saudade e muito, mas muito orgulho.
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Com sua cuia cheia d'água fervente misturada com chá mate, seu churrasco na vala, sua fala cantada, o cavalo crioulo cortando o vento que faz esfriar os pampas e suas pradarias e o truco gaudério, a nação riograndense faz a festa.
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Meus respeitos deste paulista com orgulho, mas que tem igual orgulho de já ter visitado o Rio Grando do Sul e seus costumes, e compreender porquê todos os demais invejam tanto esse povo tão educado, inteligente e altivo.

domingo, 20 de junho de 2010

Saudades

Hoje eu já acordei com saudade de ontem. Da melhor conversa recente com a pessoa que me fez feliz, e há muito anda estranha. Das histórias com quem me faz bem. Do sempre lindo episódio de Grey's Anatomy. E eu senti saudades até do que não havia acontecido.
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Hoje meus avós viajaram pra Portugal. Desde as primeiras horas do dia vivíamos tal expectativa e apreensão. Eu menos, confesso. Assistia Paraguai x Eslováquia, com afinco, mesmo às 8:30h dum domingo. O Paraguai abriu o placar com Vera, no primeiro tempo, após dominar os 45 minutos iniciais e podendo até ampliar o marcador, jogado por apenas uma equipe, praticamente. A segunda metade foi tenebrosa, de baixíssimo nível técnico de ambos os lados. Riveros aproveitou a única grande chance do período e fez 2x0, praticamente colocando o escrete guarani na segunda fase do Mundial.
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Logo após colocar as malas no carro, começou a execução dos hinos nacionais de Itália e Nova Zelândia. Consegui, inclusive, acompanhar Fratelli d'itália, canção adorada por minha pessoa e ode italiana. No entanto, quem deu o tom da partida foi Smeltz, autou do primeiro gol da partida. O neozolandês aproveitou confusão na área e o toque estranho de Cannavaro contra o próprio patrimônio para concluir. A Azzurra vai pra cima com tudo, e 15 minutos depois chega ao empate, após Iaquinta converter pênalti. Parti pro aeroporto justamente após a cobrança da penalidade máxima. No trajeto até Guarulhos, fui ouvindo o drama italiano. No intervalo, chegamos no destino e nos despedimos de meus avós e minha irmã. Algo bem frio, ao contrário de tudo que envolve famílias, sobretudo as nossas. Quanto ao jogo, dali pra frente, foi um verdadeiro ataque contra defesa, com a zaga oceânica se segurando como conseguia e o ótimo goleiro Preston fazendo boas defesas. Mais uma atuação lamentável da Squadra Azzurra.
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Após um vigoroso almoço na Cepam, fui pra casa da Juliana ver o jogo do Brasil. Após eras sem ver os meus grandes amigos, tempo no qual aconteceu de tudo um pouco aconteceu. O jogo foi espetacular. Após as dificuldades iniciais, Kaká, Robinho e Luis Fabiano triangularam e a bola sobrou no pé de Fabuloso arrematar com violência. O jejum do camisa 9 havia terminado, 1x0 pro Brasil. Depois foi só verde-e-amarelo. No início do segundo tempo, de novo ele, Luis Fabiano, fez um golaço. Ao seu estilo, claro, cheio de dribles e chapéus, mesmo que de canela e com dois toques de mão, mas um golaço. Pouco depois, Kaká cruza da esquerda e Elano, o elemento surpresa, confere o surpreendente 3x0 de bom futebol da seleção. Ainda deu tempo pra Kaká ser expulso num lance estranhíssimo, reflexo de tanta violência marfinense ao longo do jogo. Drogba fez o de honra da Costa do Marfim, fechando o jogo em 3x1.
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Saudades dos meus avós. Da minha irmã. Da Itália feia e eficiente. Só não deu pra sentir saudades do Brasil raçudo, pois esse apareceu hoje.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Diário de bordo BH


Acordar as 5:30 da manhã nunca é legal. Mas eu estava até certo ponto animado. Era o primeiro vestibular pra valer da minha vida num local distante. Com a antecedência de sempre chegamos no aeroporto. O vôo foi pontual ( principal proposta da OceanAir aliás ) e rápido. Em menos de uma hora chegamos em Confins. Eram 8:20h. A diária no hotel em BH começava apenas ao meio-dia. Enrolamos 3 horas num minúsculo aeroporto para pegar o táxi.
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A Ellen já falava das suas. Após perguntar por que haviam faixas de pedestres em aeroportos ( ? ) ela se referiu ao descampado e a cidade comentando que " no hotel ao invés de pegarmos uma chave pegaremos um sino pra chamar as vaquinhas. " Isso animou o fim do vôo que teve um garoto berrando o percurso inteiro. Sabe-se lá por que o mau-humor não tomou conta de mim
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Pegamos o táxi. Após a interrupção graças a colocação de uma tela informativa no caminho do aeroporto começamos a conversar com o taxista. Eu falava tudo o que sabia da capital mineira. Tudo. Ele se impressionou. Tanto que fez o caminho pela Cristiano Machado e não pela Antônio Carlos como era de praxe. Ele foi nos explicando o que eram as construções do trajeto. Vimos a futura sede do governo mineiro e um sem fim de construções daquelas que só quem é de Belo Horizonte sabe.
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Novamente adiantados. Faltavam 40 minutos pra começar a diária. Paramos numa loja de bijuterias na Afonso Pena pras mulheres fazerem suas compras de sempre. Eu ficava olhando para a entrada e analisando o povo. Mesmo no centro era possível ver pessoas bonitas. A avenida lembrava uma 25 de Março mais ampla e organizada. Eu estava adorando aquilo. Entramos no hotel. Simples mas bem confortável. Com TV a cabo um chuveiro maravilhoso e uma bela vista da região central. O porém foi a goteira bem em cima da cama. Logo consertada pela equipe do hotel.
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No hotel comecei a reparar de fato no povo mineiro. Aquele sotaque aberto e falar cantado charmosissímo. Uma hospitalidade que não havia encontrado em nenhum outro canto. Todos bem educados mas com um olhar melancólico para o nada que tentava ser disfarçado com um profundo sorriso. Era... incrível. Decepcionante foi o Shopping Cidade. Pequeno e sem nada. E com uma comida fraquíssima. O que ocorreu depois do almoço escreverei amanhã.
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Voltando pro hotel deu tempo de ver o fim do jogo entre Guarani x Juventude. Paulistas subindo. Gaúchos caindo. E a força da maior torcida do interior paulista. O bandeirão bugrino que cobriu o Brinco de Ouro era algo de extraordinário. Janta no Subway da Afonso Pena. Um banho pra relaxar. E cama as 20h da noite. Com muitos intervalos pra pegar água pois o calor era grande.
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Acordando no domingo fomos logo para o café da manhã no hotel. Pela primeira vez poderia experimentar o pão-de-queijo mineiro. Aquele era sem graça e duro. Saí com fome. Voltamos para o quarto e vimos o desafio das estrelas de kart. Massa levou a corrida e Schummacher a competição. Melhor que isso só ver Rubinho fora do pódio. E já era hora de fechar a conta no Financial. Tudo fechado. Seguimos novamente para o Subway almoçar.
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Pude observar que os mineiros em geral são lerdos. O garoto de minha frente perguntou onde estavam os canudos. Literalmente estavam abaixo de seu nariz. Eu indiquei e ele sem graça sorriu dizendo obrigado. Ao pedir várias bebidas para o almoço e para o vestibular os atendentes bateram cabeça. Acontece. Tanta simpatia tem que ser compensada de alguma forma.
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Caminhamos até a Escola de Enfermagem. Ao pedir informações numa banca de jornal a simpática ( e bela ) morena mineira nos indicou tudo. Lá encontramos a piracicabana Camila que estava na mesma que eu. Fomos batendo papo e descobri que ela seria minha concorrente. No entanto ela me parecia deveras preocupada em passar. Eu por incrível que pareça estava aspirando tranquilidade. Entrando no local de prova notei o grande contingente feminino. Muitas delas bonitas. Era um pedaço do paraíso.
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A prova estava marcada para começar as 14:00h. Começou 20 minutos depois. Sinceramente não estava tão complicada. Não corrigi o gabarito ainda mas talvez tenha ido melhor do que esperava. Me irritou a desorganização da COPEVE. Os inspetores da sala disseram que normalmente o sigilo acaba com uma hora e meia de prova. Acabou com 4. Pensei em pegar um táxi e ir até a rodoviária. Mas não haviam táxis. Precisei voltar para o Financial para encontrar um.
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Última observação sobre o povo mineiro: são tão simpáticos que acabam se esquecendo de se informar. Ninguém sabia os resultados dos jogos. Isso por que a alguns quilômetros dali jogava o Cruzeiro. Talvez seja por isso. A torcida do Atle´tico é de fato única. Anda sofrendo com o pior rendimento do time nas últimas rodadas e não tira a camisa nunca. Vi mais camisas alvinegras que celestes sobretudo no sábado.
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Já na rodoviária encontrei minha mãe e a Ellen me recepcionando com 3 pães de queijo. Agora sim... que pão de queijo ! Imenso fofinho e com um gosto incrível. Agora entendi a tradição mineira e pude comprovar que ela é verdadeira. Indo para o aeroporto dessa vez na Antônio Carlos passamos pela Pampulha. Na entrada do campus principal da UFMG os cruzeirenses saíam do Mineirão fazendo festa. Pouco depois a Lagoa e o aeroporto da Pampulha. Estrada até Confins. Fim da linha e da viagem. Por mais complicado que o vôo até São Paulo tenha sido nada tira a graça dessa viagem.
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Falta uma parte importantíssima da viagem. Mas não só por isso o sentimento que fica da capital mineira são os dizeres da camisa que comprei por lá. " Eu amo BH radicalmente ". Amei BH radicalmente. E quero voltar pra lá o quanto antes. Sobretudo caso seja pra morar. Ou ao menos pra ficar algumas semanas nas férias. Pra terminar o texto outra frase de camisa e verso de canção sertaneja que faz todo o sentido. Não há lugar melhor que BH. E é lá que eu quero ficar.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Tá tudo tão puro e verdadeiro agora

Não tinha como esperar muita coisa da Costa do Sauípe. Tu embarcou num astral nada legal e só via seus amigos de sempre. Era um grupo fechado com uma dezena de pessoas que iriam se divertir bastante. Mas você não só queria como precisava de mais. Era necessária atitude para mudar alguma coisa. Mas tu estava tão esgotado da vida que não achava que iria ter força para fazer isso acontecer. E a chegada na escola foi triunfal... com uma batida de cabeça na porta do ônibus. Mas ao ver a sua mãe ficando e tu indo prum destino desconhecido tu se animou minimamente.
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Aeroporto. Check-in é algo sempre chato... isso não muda. Quando tu decide ir pra Casa do Pão de Queijo com o monitor desconhecido tu também se animou minimamente ao ver que tu ia conseguindo se enturmar aos poucos. Descobre detalhes da equipe de monitores. Gosta deles. A supervisora era gente fina e um de seus comandados idem. No embarque e no avião vai falando com um grupinho... com outro... com mais um. Nada demais ainda. Mas já era algo.
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Duas horas. O Preto do meu lado andando de avião pela primeira vez e perguntando algumas coisas. Ele dorme. Chega-se na Bahia. As portas se abrem e tu deseja que elas se fechem. O calor da terra do axé é algo indescritível. O bafo quente tomou conta do aeroplano instantaneamente e fez até o mais friorento tirar a blusa que usava. As primeiras impressões baianas são ruins. O aeroporto em sua parte de fora é feio. Mas o interior é aconchegante. Voc~e tira a mala e descobre que estava no mesmo vôo do Xanddy. Grande acaso de nenhum valor. Mas que não deixa de ser engraçado. Entrando no ônibus começa a conhecer mais intimamente os seus colegas de viagem. Sabe o nome de todos... um por um. Todos parecem ser incrivelmente superiores a você. Os monitos são animadíssimos. E com todo respeito... a Glorinha é chata pra caralho.
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Vai passando o bambuzal. Cai-se na estrada. Salvador Camaçari e algumas vilas. A areia de Tieta à esquerda. A mudança do hotel mais aconchegante pro maior e melhor. Todos vão chegando pra reunião formal. Palavras paternas. Não exagerem em nada e have fun com a Trip Fun. Vamos todos tirar os quartos. O 392 ficaria aonde... ? Lá no fim do andar. No último anexo. Nem ligamos pra isso. Já víamos o que nos aguardava na hora do almoço. Uma comida requintada demais porém deliciosa. Tudo isso com vista pra piscina.
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Todo mundo se trocando. Perder tempo na Costa do Sauípe não dá. Primeira tarde já teve a praia particular. Duas horas no mar e com a monitora se mostrando uma figura boa de papo e de foto. O intervalo pra se arrumar e o jantar no restaurante japonês. Se tu não gostava de comida nipônica ao menos aprendeu a gostar das carnes servidas em ambientes assim. Falavam duma tal de Vila da Praia onde aconteciam algumas baladas. E no caminho aprendemos uma música dum tal de limãozinho. Tudo estava meio escuro tal qual a noite do Sauípe que a lua tentava clarear mas não conseguia. Na tal Vila um show de sincretismo religioso lindo e muitas fotos de todo aquele espetáculo. Mas a que entraria pra história foi a tua com o monitor.
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E logo na primeira noite tu ia ver que essa viagem não seria com uma dezena de pessoas. E sim com todo mundo realmente. O jogo passava e tu ia trocando várias ideias sobre futebol com quem sabia que gostava disso mas nunca havia trocado sabe-se lá por que. Falava também com o mais próximo da turma que bebia bebia e não ficava mal. E ria daquele que já chegou alterado. Roludo ! Boludo ! Sacudo ! Pirocudo ! Baleia Branca ! Dobo não fez só isso. Fez algo melhor. Duas vezes. Com duas meninas diferentes. Incluindo uma que já tinha feito com outro. Logo na primeira noite tudo ia se complicando. Pra ti a noite acabou com uma pequena discussão de terceiros. Pra eles durou muito mais. E por causa disso tu não pode curtir tão mais toda a viagem.
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Segundo dia começando chuvoso. Pergunto à Alininha se iríamos pra Praia do Forte mesmo assim. Dúvida. Fomos. Partindo com meia hora de atraso apenas para lembrar-mos que estávamos na Bahia. Projeto Tamar água comprada e monitores na vitrine. E tu começa então a conhecer o povo das demais escolas. Feio e Andrei vieram falar comigo nesses dias e se tornaram agradáveis companhias. Por mais que tu tenha dormido a tarde nesse dia tu achou alguém para conversar. Muita gente na piscina. E o desafio do David caiu bem. Meia hora passava e o relógio marcava apenas 5 minutos. A Bahia era encantadoramente lerda.
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Mais Vila e mais Tequila. No meu caso era só o lugar da balada. No de uma amiga era o combustível da noite a bebida baiano-mexicana. Tu se senta na mesma mesa dos que sempre admirou mas nunca havia conversado. Eles se revelam boas pessoas. Receptivas. Era a Bahia... ? Só sei que tudo estava mravilhoso. A noite terminou mais tarde. Meia-noite. Tarde ? Espere pra ver o que virá.
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Foi estranho num primeiro momento acordar e não ter que fazer nenhum passeio. Mais estranho ainda era acordar com o telefonema da sua orientadora sem nenhuma bronca. Simpaticamente ela falava pra tomar insulina e o café. Sua mãe nas raras ligações que conseguiu completar ( ou que tu atendeu ) fazia o mesmo. Volta a dormir pra acordar sem ninguém no quarto. Passa o protetor e espera o Polido pra passar nas costas. Ato gay mas necessário prum semi-albino. Vai passando o dia fazendo de tudo um pouco. O toque de recolher era as 6 e meia. Era o tempo pra tomar banho e ir jantar. As 22 horas todos partiríamos pra primeira micareta do Sauípe Fest. E tu já entrosado com grande parte da turma. Faltavam aquelas 3 meninas que pareciam ser simpáticas mas que faltava um papo.
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Junto com o David apareceu tal papo. E a companhia Foi agradabilíssima por aquela noite. Quando teu amigo se aproveita da situação tu vê que é um mané. Mas nem liga pra isso. Alexandre Peixe só empolgou nos covers. Mas ele cantou das músicas mais lembradas. Dono da obra-prima que pergunta se a gatinha gosta mais de Red Label ou Ice. Nem ficamos pro show da Negra Cor por um erro de comunicação. Sem problemas. Nessa madrugada conheci uma das melhores pessoas da viagem. E acreditem que isso é um baita elogio. Grande Rafael Molina dos sete pontos. E quando o conheci ele somava apenas dois. Foi o meu primeiro nascer do Sol. Visto só do lobby do hotel. Foi a noite na qual fomos acordar o Andrei no quarto do Feio. Uma grande noite.
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Acordar as 7 da manhã não foi possível no sábado. A Marcinha acordou o Polido. " Willian... sete e dez ". " Tá. " E tu vira pro lado dormindo novamente. Naquele dia a manhã começou as 9 e meia. Tu se sentia o verdadeiro bagaço e ainda cochilou mais um pouco. Almoçou cedo e foi até a pedra da praia. Tirar fotos e ver a onda quebrando. Sensação maravilhosa. Nessa tarde entra em cena a figura mais polêmica da viagem e que sequer fazia parte do grupo. Um ex-BBB que encheu o saco de todos.
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Leonardo do quarto branco... quem se lembraria dessa criatura ? Ele apareceu com a Michelle também ex-BBB 8. Nada fez e atrapalhou a todos no hotel. Se juntou a duas amigas do Renan e a alguns caras da Trip. Enquanto as meninas iam tirar fotos com ele o cidadão aprontava com pessoas do grupo. E teve mais que falarei depois.
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Era a segunda noite de shows. Por uma confusão total de horários chegamos no meio do show do Timbalada. Infelizmente. Um shows divino. Percussão incrível. Eu e Acácio tínhamos um brilho nos olhos estupendo. Sem maiores músicas de sucesso e com um ou outro hit o show fora tranquilo e empolgante. O público explodiu mesmo com a música que embalou toda a viagem. " Cachaça " era o nome de tal canção. Com um bom tempo de intervalo entra Cláudia Leitte. Com seu micro shortinho branco e suas músicas conhecidíssimas. O show desapontou um pouco quanto mais chegava perto do fim graças ao repertório não condizente com a cantora e a vulgaridade de alguns atos dela. Voltamos pro hotel 4 da manhã. E com todos empolgados foi fácil juntar 20 cabeças pra ver o nascer do Sol. Dessa vez na praia.
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Ainda no pique tu acordou facilmente. Dessa vez sim as 7 da manhã. Ainda viu do corredor do terceiro andar uma galera que emendou a madrugada com o café. Isso não é pra ti. Dormiu novamente e acordou pra hora do almoço. Quando a sina dos domingos chatos iria se repetir até na Costa do Sauípe toca o telefone. David e Mansour me chamando pra ver o clássico no quarto deles junto com o Dan e o Dobo. Convite aceito na hora. Experiência muito agradável com risos e comemoração dos dois gols corinthianos. No fim do jogo a Yasmin apareceu e deu sorte ao Palestra ainda. Já era tempo de voltar ao quarto tomar seu banho e entar ficar bonito para a última noite de shows.
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Ainda houve tempo prum esquenta do esquenta no quarto do Dan e do Dobo. Todos descendo. O show do Rappa começava mais cedo. Encontramos lá as meninas que nos convidaram pra ir á Vila. Convite novamente aceito. E lá fomos em comboio. O Rappa realmente estava a fim de empolgar. Conseguiu isso facilmente com suas músicas e seu estilo peculiar. O único porém foi o cheiro de maconha que subia a cada música. Ossos do ofício. E acredite... o melhor ainda estava por vir.
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Chame de último show ou de saideira. Mas o Jammil e uma Noites foi sim o melhor show do Sauípe Fest. Covers músicas de sucesso e desconhecidas na medida certa. E todo mundo até o fim do show presente. Terminado o espetáculo todos estavam acabados. Muitos dormiram no hall do hotel querendo ver o nascer do Sol. Prometi acordar todos. Vi o Feio de barriga pra cima a Tânia estatelada no sofá e a Bia dormindo tal qual um casulo toda desajeitada na cadeira. Todos acordaram e vimos o tal nascer do Sol. Um papo esperto com o Dan e um abraço no mesmo e na Tânia fechou o domingo.
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Agora mais do que não ter nada de manhã não tínhamos nada a noite. Bateu um certo desânimo de manhã com o Sol escaldante e a toalha no dorso pra não se queimar. De tarde fomos alugar um carrinho de golfe para entrar dentro do complexo. Maas... surpresa. Era necessário ser maior e CNH. Acabei trocando ideia no deck da piscina e mexendo o balaio e o mingau mesmo. Num desencontro ainda maior que o normal acabei jantando com a Marjory a Cláudia e a Ellen do quarto ao lado. O luau um tanto quanto desanimado acabou e a Tequila não abria. O que parecia ser uma noite perdida teria capítulos empolgantes de madrugada.
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Não sei por que não dormi. Mas no lobby fiquei. Do nada vejo a Nathy desesperada indo pra lá e cá. Fiquei sem entender mas sabia que lá tinha algo. Depois o Mansour me explicou. Algo muito pesado e que não precisa ser contado aos 4 ventos. Mas que claaro envolvia o ex-BBB e seus amiguinhos metidos à besta. Preferi ir ver o Sol nascendo que entrar na pilha. Antes ainda deu tempo de fazer o Fabinho cantar Oasis. Quem diria.
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Graças a noite miada todo mundo acordou com ânimo pro último dia inteiramente no Sauípe. Piscina desde cedo com Sol animação e cerveja. Dia sobretudo de jogar bola. Não sei por que riram tanto dos meus berros na zaga se praticamente ninguém voltava pra zaga. Eu só quero vencer. Treino é jogo e jogo é guerra. E pra fechar a última noite no resort teve a tradicional janta do trocado. É impossível usar o que as mulheres usam com tudo tão colado. E as roupas do Polido e do Fabinho estavam incrivelmente bizarras. Destaque também pro cabelo ora Sonic ora Negra Li do Gabriel.
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Não vi o Sol nascendo. Iríamos acordar cedo no dia seguinte. O tempo que lá fiquei tive vontade de abraçar todos pausadamente e falar o quanto eles foram importantes nessa semana. Me contive. Ainda tirei fôlego sabe-se lá da onde para começar a arrumar a mala. Ação que foi terminada no inglório horário das 6 da manhã. Arrumei tempo ainda pra tomar café e insulina. Mesmo assim fui dos primeiros a ficar pronto. Salvador nos esperava.
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O reencontro com Glorinha foi complicado. A mulher não parava de falar e tudo que eu queria era dormir. Do pouco que abstrai de tanto tititi foi o fato dos ambulantes soteropolitanos serem iguais formigas ao ver turistas. E era bem assime mesmo. Mal descíamos do ônibus éramos abordados por um emaranhado de pessoas vendendo quinquilharias das mais variadas espécies. A primeira parada foi ao Farol da Barra. Depois passamos pela Ondina e subimos à Cidade Alta. Me chamou a atenção o bairro do Campo Grande muito bonito e com a residência de Ivete Sangalo.
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Tive o imenso prazer de ir ao Pelourinho. Entendi por que tal lugar é tão exaltado por tudo e todos. De uma beleza inigualável. Passar em frente a Casa do Olodum foi uma experiência imensurável. Tivemos tempo ainda de descer o Elevador Lacerda e comprar lembranças no Mercado Modelo. Lá aproveitei e fiz um dread por pura diversão. Encerrando o city tour pela capital baiana comemos numa churrascaria defronte a praia da Amaraldina. Um cochilo no ônibus e acordo já no belo bambuzal do aeroporto Luís Eduardo Magalhães. Bonito mas que não gostaria de ver. O sentimento de não querer descer do ônibus e não querer entrar no aeroporto tomava conta de mim.
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Não teve jeito. Embarcamos rapidamente. No avião que fazia uma trajetória diferente da ida falei com uma das poucas pessoas que não havia conversado direito na viagem. A Thaiane me contou sua história na viagem e alguma parte dos antecedentes. Opiniões e a companhia amigável que fecharam a viagem com chave de ouro literalmente. Já em Guarulhos todos se abraçaram. Gostaria de falar o quanto eles fizeram da minha semana a mais feliz de toda a minha vida. Novamente me contive. Mas no sorriso dado a cada um no fim do ato isso estava implicíto.
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Amizades verdadeiras e já revistas. A certeza que de fato a Bahia é aqui. E mesmo aqui sendo ela jamais sairá de mim.