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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

As estranhas consequências das crises econômica e técnica no futebol brasileiro

Os últimos anos antes da Copa de 2014 foram dourados para o futebol brasileiro. Desde a adoção do Brasileirão por pontos corridos em 2003 o Brasil passou a ter muito mais força nas competições sul-americanas e mundiais, com os clubes cada vez mais ricos - desorganizados, é verdade, mas ricos. 
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O futebol, na verdade, era apenas o reflexo da situação nacional. Desde 2003 o Brasil cresceu bastante e viu até mesmo o fenômeno da nova classe média. Ainda que se endividando, poucas vezes o brasileiro com pouca ou nenhuma grande posse teve acesso a bens de consumo e compras que eram normais para tantos outros. 
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Vimos, então, uma ordem quase que natural se inverter: os olhos do mundo se voltaram para a economia brasileira, enquanto jogadores de renome internacional chegavam ao futebol nacional sendo bancados por altos salários, como Alexandre Pato, Clarence Seedorf e Kaká. Mais: atletas com mercado fora do país ficaram aqui, como Leandro Damião e Paulo Henrique Ganso. Isso sem contar em Neymar, que ficou cinco longos anos atuando no futebol brasileiro já seguido pelo mercado europeu.
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Eis que chegou 2014. O ano da Copa, o ano do 7x1, o ano das eleições, o ano em que a economia brasileira entrou em uma espiral descendente de maneira quase súbita - embora ela já desse sinais de fracasso, não era para uma queda tão assustadora de uma hora para outra. 
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O futebol, mais uma vez, sentiu os efeitos econômicos - agora, longe de serem bons. Mas, embora seja um reflexo da economia, o próprio esporte tinha seus complicadores por conta do já dito desastre na Copa do Mundo. 
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Os clubes da Europa (maior centro do futebol mundial) passaram a olhar para o Brasil de soslaio, cheios de desconfiança - com toda a razão, convenhamos. O reflexo disso veio na debandada de vários atletas importantíssimos do futebol brasileiro para mercados periféricos - algo que já acontecia antes, mas apenas como complemento de transferências para grandes centros do esporte bretão. 
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Diego Tardelli e Ricardo Goulart, presentes na seleção brasileira e campeões nacionais no último ano, foram para a China - ora, o que é a China no mercado do futebol? Darío Conca, de um clube muito importante no futebol brasileiro, também foi para a Terra do Dragão. Éverton Ribeiro e Osvaldo foram ganhar petrodólares nos Emirados Árabes Unidos; Anderson Martins foi para o Qatar.
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Se os clubes brasileiros vem contratando cada vez mais jogadores sul-americanos (apesar de ainda olharem pouco esse mercado diante do que ele oferece), o Brasil passou a perder jogadores até mesmo para clubes argentinos - algo impensável até o ano passado. Casos de Álvaro Pereira e muito provavelmente de Nicolás Lodeiro. 
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Precisamos nos livrar dessas crises. Um bom começo é entender os pequenos sinais que ela dá - e parar de achar que tudo vai se resolver como em um passe de mágica.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Tabelão da Copa do Mundo de 2014

~ Quando eu pensava na Copa da minha vida, logo me vinha à mente a de 1998 e a de 2002. Muito por conta dos jogos do Brasil, dos quais eu lembro perfeitamente - e, claro, por conta da boa campanha da seleção naqueles Mundiais. Convenhamos que os torneios de 2010 e principalmente o de 2006 foram bem abaixo da média, logo não marcaram tanto quanto os anteriores. Bom... o de 2014 superou qualquer outra Copa que eu vi. Até porque não foram só os jogos brasileiros que marcaram. Todos tiveram uma ou mais histórias diferentes. Se foi a melhor da história eu não sei, mas foi, com certeza, a minha melhor. 
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~ Quanto a organização, saiu tudo como ao menos eu planejava: um temor sem fim de que nada daria certo para, no final das contas, encantar a todos. Todo evento que acontece no Brasil é assim, amigos. Devemos melhorar no pré-evento, mas durante o evento poucos países lidam tão bem com o que quer que seja quanto o nosso.
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~ A dúvida, agora, é saber o pós-evento. Teremos algum legado ? Aprendemos algo ? As obras que terminaram continuarão funcionando às mil maravilhas ? As que não saíram serão concluídas ? Cabe a nós cobrar as autoridades competentes. Fazer festa é ótimo, mas sem cobrança não tem festa - nem nada. 
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~ Não falarei sobre o Brasil nessa imensa postagem. Caso queira saber, minha opinião pode ser vista aqui, aqui e aqui. 
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~ No meu bolão, a Croácia seria a segunda colocada do Grupo A. Tinha mais time e tava numa fase muito melhor que o México. Mas, após tantas declarações arrogantes por parte dos croatas e pelo futebol bem pobre apresentado diante da Tri, mereceram bastante voltar pra casa. Chamou a atenção como um time com valores como Modric, Mandzukic e Rakitic jogou tão burocraticamente quando exigido. 
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~ O México sofreu DEMAIS para ir à Copa. E só foi por conta de uma virada dos rivais norte-americanos sobre o Panamá, em jogo que nada valia para o US Team. Mesmo assim, a Tri precisou da repescagem para vir - e aí, já sob os comandos de Miguel Herrera, sobrou contra a Nova Zelândia. Diante disso tudo, era difícil esperar algo bom dos latinos. Mas, com uma torcida espetacular, eles só pararam nas oitavas-de-final - diante da terceira colocada na Copa. O time jogou simples em toda a Copa e vibrou demais. Nenhuma receita mirabolante para uma campanha que, se não foi inesquecível, foi honrosa. 
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~ Foi do México um dos grandes destaques da Copa. Ochoa pegou tudo em todos os jogos que disputou e saiu, com justiça, como um dos grandes nomes do Mundial. 
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~ O jogo que eliminou o México da Copa teve um lance muito polêmico: o pênalti de Rafa Márquez em Arjen Robben. Lance esse que, até hoje, revolta demais os latinos.
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~ Três jogos, nove gols sofridos e um marcado. Camarões foi a pior seleção da Copa do Mundo na tabela e na bola jogada. Com um grupo rachado (como sempre) e com a iminente aposentadoria de Samuel Eto'o, fica difícil imaginar que os Leões Indomáveis tenham alguma frequência em Copas - apesar de bons jogadores, como Choupo-Moting e Assou-Ekotto. Os camaroneses precisam, antes de tudo, formar um time e deixar as picuinhas de lado em prol do futebol.
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~ Bicampeã de fato europeia, atual campeã mundial, elenco estrelado, time que todo mundo conhece. Perfeito, não ? Não. A Espanha foi surrada pela Holanda logo na estreia, em um dos resultados mais surpreendentes dessa Copa. A Fúria também foi engolida pelo Chile e, pela primeira vez na história, tivemos uma então campeão mundial eliminado após apenas dois jogos. A melancólica vitória contra a Austrália serviu mais como um momento de sobriedade após um porre homérico do que pelo resultado em si. 
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~ A participação espanhola foi desastrosa, é verdade. Os próprios jogadores deixaram isso bem claro. Casillas e Xavi, dois dos grandes pilares dessa geração incrível, certamente não jogam mais pela Fúria em Copas. David Villa, maior artilheiro da história da seleção, se despediu muito emocionado - e marcando gol, como é de seu feitio. Resta ver, apenas, se a nova geração das canteras do país terão mesmo sucesso e será tão marcante quanto a que a sucedeu. 
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~ A estreia de Espanha e Holanda, aliás, é um capítulo à parte nessa Copa. A final de um mundial seria a estreia das duas seleções protagonistas quatro anos antes e... um ~humilde~ 5x1, com direito a um gol de cabeça com um cruzamento do meio de campo e a humilhação de Robben à Casillas, invertendo os papéis da Copa anterior. Tudo isso no terceiro jogo do torneio. Também vale a pena ver o efusivíssimo cumprimento de Louis van Gaal e de Van Persie após o primeiro gol da Oranje.
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~ A Holanda chegou na Copa desacreditada. Uma geração que dependia demais de Robben, Van Persie e Sneijder. Um punhado de garotos e um ou outro atleta com mais rodagem. Isso sem contar na ausência do ótimo Strootman. Pois, com um esquema que ia do 5-3-2 (!) para o 3-5-2 e para o 4-3-3 com facilidade, Louis van Gaal mostrou, novamente, ser um gênio. E ainda fez Vlaar e, principalmente, Daley Blind e Arjen Robben jogarem o máximo que podem. Fica apenas o lamento de um apagado Wesley Sneijder.
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~ Além de não perder em uma Copa do Mundo pela primeira vez na história, a Holanda tornou-se a primeira seleção a usar seus vinte e três convocados em um mundial. Nada mal, principalmente se vermos o banco recheado de ilustres desconhecidos que tornaram-se reconhecidos mundo agora. Memphis Depay e Georginio Wijnaldum são, talvez, os dois grandes expoentes do que eu disse. 
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~ Se colocou todo mundo, colocou também dois goleiros reservas. Michel Vorm entrou no finalzinho do jogo contra o Brasil e, pasmem, você conhece o terceiro goleiro laranja. Mostrando sua genialidade, Louis van Gaal colocou Tim Krul apenas para defender os pênaltis nas ranhidas quartas-de-final contra a Costa Rica. Isso encheu o arqueiro de confiança e assustou os Ticos, que perderam duas cobranças. Vale dizer: Krul acertou o canto de TODOS os cinco pênaltis da série.
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~ Antes de começar a Copa, discutia-se se o Chile tinha potencial para fazer frente à Holanda e avançar na Copa. Contra a Laranja realmente não deu (por pouco), mas ninguém se importou muito. Por conta de um jogo estupendo contra a Espanha no Maracanã, a Roja não precisava demais nada na última rodada e já estava classificada. Os comandados pelo inteligentíssimo Jorge Sampaoli fizeram um papel espetacular na Copa, jogando muito bem e deixando ótima impressão. 
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~ Brasil e Chile sempre foi um dos grandes clássicos de freguesia da Seleção Canarinho. Quando parecia que os andinos tinham time para fazer frente ao Brasil, eles tomavam um daqueles chocolates históricos. Parece que esses tempos de moleza acabaram de vez. O Chile só não eliminou o Brasil nas oitavas-de-final porque a camisa canarinho pesou. Mas, como se não bastasse jogar melhor ao longo da peleja, os chilenos ainda fizeram todo o país prender a respiração no já famoso chute de Pinilla no travessão. 
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~ Ninguém esperava nada da Austrália. Quem olhar apenas a tabela vai achar que os Socceroos nada fizeram, mesmo. Injustiça. Os australianos endureceram o jogo ante o Chile e mereceriam, no mínimo, um empate ante a Holanda em um dos melhores jogos de uma Copa repleta de grandes pelejas. Como lembrança, fica o golaço de Tim Cahill no cotejo contra a Laranja Mecânica. 
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~ Em 1994, a Colômbia chegou na Copa dos Estados Unidos com status de favorita. Eliminada na primeira fase, a seleção virou caso de polícia após a trágica morte de Andrés Escobar. Vinte anos depois, os Cafeteros, enfim, fizeram uma campanha de grande seleção. Com um time equilibradíssimo (mais até do que a Argentina, por exemplo) e com nomes como James Rodríguez (discutivelmente o melhor jogador de toda a Copa), Juan Cuadrado e Pablo Armero, a equipe só parou nas quartas-de-final - jogando surpreendentemente muito mal e bem tímidos, de fato. Mas a ótima impressão já estava feita - coroada com a melhor participação colombiana em mundiais.
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~ Na minha opinião, James Rodríguez ficou perto de ser eleito o melhor da Copa. Mas o gol mais bonito do torneio é sim dele. Quão emocionante é ver um camisa 10 dominando uma bola e finalizando desse jeito no Maracanã ?
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~ A Colômbia era competentíssima, mas trazia também altas doses de PICARDIA. O Armeration marcou toda a campanha cafetera - e é claro que não poderia faltar a dancinha na chegada dos atletas no país.
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~ 2004 é um ano que parece não acabar na Grécia - ou, ao menos, no futebol grego. Os resquícios da seleção que surpreendeu a Europa ao ganhar a EuroCopa de 2004 seguem na ativa. E, melhor ainda: fazendo história. Com muita desconfiança e até com certa antipatia por conta de seu futebol declaradamente pragmático e defensivo, o Navio Pirata pela primeira vez passou pela fase de grupos. Uma grande alegria para um país que sofre demais com uma crise econômica que parece não ter fim.
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~ Um dos grandes jogos dessa Copa, inclusive, foi o que sacramentou a qualificação helênica. Melhor que a Costa do Marfim durante boa parte do jogo, os gregos tiveram vinte minutos para buscar o segundo tento. Eis que, aos quarenta e oito minutos do segundo tempo, Samaras fez o crime. 
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~ Costa do Marfim que, aliás, teve todos os seus jogos encerrados em 2x1. Apesar de resultados regulares, os Elefantes não conseguiram ter o mínimo de estabilidade. Suou para vencer o inferior Japão, deu muito trabalho para a favorita Colômbia e mereceu a eliminação na peleja ante a Grécia. Pouco para uma seleção que, com sobras, tem um dos melhores elencos africanos e conta com, entre outros, Yaya Touré, Didier Droga, Wilfried Bony, Gervinho e Serge Aurier. 
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~ O avô de todo mundo já disse que o futebol do Japão é só correria. Nossa geração sabe que hoje isso mudou - uma seleção que já teve Nakamura e Nakata e hoje conta com Shinji Kagawa e outros tantos atletas de destaque merece alcunha melhor. Pois bem: talvez, se os Samurais Azuis fossem só correria, eles conseguiriam algo melhor nessa Copa do Mundo. Era nítido que o time tinha bons valores, mas os japoneses jamais se encontraram enquanto time. Uma decepção para uma boa geração nipônica, e ainda pior para o experientíssimo Alberto Zaccheroni. 
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~ O Grupo D dessa Copa do Mundo vai ser algo que nenhum fã de futebol vai se esquecer. Daqui alguns anos, aposto com qualquer um que uma série de estudos que o envolvem estarão em voga. Falo sem medo de errar que foi a chave mais inesquecível da história das Copas. 
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~ A Itália vinha de um fracasso retumbante na Copa de 2010. Então campeã mundial, a Azzurra foi eliminada na primeira fase, na lanterna de seu grupo e ficando atrás até mesmo da Nova Zelândia. Dois anos depois, a redenção após um honroso vice-campeonato na EuroCopa. O futebol vinha crescendo. Vinha. Os italianos começaram muito bem, ao vencer um já histórico jogo contra a Inglaterra. Mas Costa Rica e Uruguai mostraram que faltava bastante força a um sistema ofensivo com nomes bastante respeitáveis. Mais uma eliminação na fase de grupos, com direito a demissão do ótimo Cesare Prandelli e do próprio presidente da FIGC (CBF italiana) logo após ao jogo da eliminação. 
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~ Sou um fã incondicional de Andrea Pirlo, e quem me conhece sabe disso e também da medida da minha admiração por ele. Um dos vários jogos que me emocionou nessa Copa foi a vitória italiana sobre a Inglaterra. Na calorenta e úmida Manaus, o gênio de 35 anos mostrou que sua capacidade técnica vence qualquer adversidade física. Pirlo fez um jogo que só me dá ainda mais certeza que ele é melhor inclusive que Zidane. 
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~ A Inglaterra sempre jogou com muito cartaz e pouca bola em Copas do Mundo. Em 2014, o cartaz era bem menor. Eram visivelmente tempos de transição, com a iminente aposentadoria de craques como Steven Gerrard e Frank Lampard e o primeiro mundial de uma geração que parece ser promissora - representada por Daniel Sturridge, Alex Oxlade-Chamberlain e Raheem Sterling, entre outros. No ápice, restavam Wayne Rooney e Joe Hart. Como já é tradicional com o English Team, não deu. Apenas um ponto em três partidas. Mas, ao contrário de outras gerações, esse time morreu de pé, querendo jogo e fazendo de tudo para conquistar a vitória - inclusive jogando bola, o que nem sempre acontece com os Three Lions. Fica a nítida impressão que faltou TARIMBA - o que com o tempo se ganha. É uma seleção para se ficar de olho, certamente. 
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~ O Uruguai tem, certamente, mais simpatizantes que população. Sua garra e o apreço por seus feitos históricos geram um carisma que atinge pessoas em toda a Terra - tudo isso cercando um país que tem a metade da população da Zona Leste de São Paulo. O Uruguai fez, em partes, o que dele se espera em qualquer lugar. A surpreendente derrota para a Costa Rica acendeu o sinal vermelho, mas dois jogos de tirar o fôlego colocaram a Celeste Olímpica nas oitavas-de-final. Com um elenco com três craques e um punhado de jogadores que ainda buscam reconhecimento, fizeram o que dava. Mas é claro que os charrúas iam temperar essa Copa do Mundo de uma maneira que só eles sabem, tal qual um bife de chorizo platino. 
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~ Foi tocante a vontade de Alvaro Pereira na partida contra a Inglaterra. Palito Pereira tomou uma joelhada no rosto e, quando o médico padiu para substitui-lo, ele logo se recompôs - ficando uma fera com o médico da delegação uruguaia. 
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~ Wayne Rooney não nasceu para Copas do Mundo. Ele foi marcar seu primeiro gol em mundiais apenas em seu terceiro certame. E, quando isso acontece, ele é totalmente eclipsado por outro centroavante melhor e ainda mais genioso que ele mesmo. O que Luis Suárez fez contra a Inglaterra foi gigante. Discutivelmente a melhor atuação individual de um jogador em toda a Copa.
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~ Em um jogo bestial; no outro, uma besta. O velho chavão explica bem o que circundou a atuação de Suárez ante a Inglaterra e a estapafúrdia mordida dado por ele em Giorgio Chiellini. Digna, sim, de uma pesada punição - mas não a covardia que a FIFA fez com Luisito.
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~ Antes da Copa do Mundo começar, o técnico Jorge Luis Pinto dizia que queria desafios para o selecionado da Costa Rica. Pois bem, eles vieram: três campeões mundiais enfrentando uma seleção com histórico praticamente nulo logo na primeira fase. E vieram as históricas vitórias ante Uruguai e Itália, além do empate contra a Inglaterra. Já (justamente) tida como a sensação da Copa, os Ticos tiveram muitas dificuldades contra a Grécia nas oitavas-de-final, mas Keylor Navas pegou até pensamento e, pasmem, colocou os centro-americanos nas quartas. Contra a Holanda, mais um jogaço com chances para os dois lados mas, dessa vez, não deu - e, mesmo assim, a equipe só foi eliminada nos pênaltis, invicta. Nada que manche o, talvez, capítulo mais bonito dessa Copa inesquecível. 
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~ No sorteio da Copa, os desavisados certamente foram pegos de surpresa ao ver que a Suíça era cabeça-de-chave. Não se engane: a seleção tem ótimos nomes e era treinada pelo competentíssimo Ottmar Hitzfeld. Os primeiros jogos, porém, colocaram tudo isso em xeque: uma vitória suadíssima contra o inferior Equador e uma goleada assustadora para a França - vale lembrar que os helvéticos sempre tiveram sua seleção calcada na força defensiva. Deu pro gasto, e os suíços enfrentaram nas oitavas uma Argentina que também jogou bem abaixo do que se imaginava. Com contornos de crueldade, os suíços voltaram para a casa com a honra de quase ter eliminado a vice-campeã mundial, mas é necessário ver que faltou futebol para um escrete que poderia fazer muito mais.
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~ Quando a primeira fase acabou, a seleção que melhor jogava era a França. Um goleiro de ótimo nível como Lloris, uma dupla de zaga com um espetacular Varane e um seguro Sakho, Paul Pogba e Valbuena em fase espetacular muito bem auxiliados por Cabaye e Sissoko e o melhor centroavante dessa Copa, Karim Benzema. E ainda tinha, ao menos, um atleta de nível para substituir quem quer que fosse por posição. Os impiedosos 5x2 na Suíça foram a síntese perfeita do que quero dizer. O canto do cisne veio contra a Nigéria, com os Bleus só se garantindo após a entrada do ótimo Griezmann. Aí veio o azar: na partida que marcou a virada da Alemanha na Copa do Mundo, os gauleses foram engolidos e pouco puderam fazer. Resgatando, ainda assim, o orgulho de um país que viu seu selecionado passar vergonha na Copa de 2010. 
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~ 5x2 já é algo sonoro - ainda mais para um jogo tão espetacular quanto o que foi França x Suíça. Era pra ser ainda melhor, porém. Benzema achava que o jogo ainda corria e fez um golaço de tirar o fôlego. Seria certamente um dos mais bonitos do Mundial. Seria. O árbitro anulou a pintura, infelizmente. 
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~ Quando uma seleção é mais lembrada por suas derrotas que por suas vitórias, há algo errado. Foi o que aconteceu com o Equador. A equipe andina tomou uma dolorida virada na estreia contra a Suíça, e fez um jogo de notável superação (física e técnica) ante uma França infinitamente superior - com um atleta a menos, ainda por cima. Mas vale lembrar que os equatorianos também venceram na Copa - e em um jogo com boas doses de emoção. Também vale lembrar que os sul-americanos fizeram três gols (um ante a Suíça e dois contra Honduras), os três de Enner Valencia. 
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~ É difícil lembrar que Honduras participou da Copa do Mundo. Faltou futebol e carisma, apesar do bom jogo contra o Equador. Para não dizer que a vinda ao Brasil foi esquecível, os catrachos protagonizaram o primeiro gol validado por conta do uso de tecnologia na história da Copa do Mundo. 
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~ Nas últimas Copas do Mundo, a vice-campeã é quase sempre uma seleção de nome, mas que não jogou tão bem durante o certame. Alemanha em 2002 e França em 2006 foram times abaixo da média, chegando à decisão por fatores diversos. A Holanda era um pouco superior, mas, ainda sim, não era uma equipe espetacular. A Argentina de 2014 confirmou essa tendência de vices-campeãs pouco brilhantes. 
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~ Antes da Copa, falar da Argentina era ter a certeza de que o ataque compensaria as falhas defensivas. Na frente, Lionel Messi decidiu todos os jogos até as oitavas-de-final e só. Gonzalo Higuaín fez uma Copa decepcionante - apesar do gol salvador contra a Bélgica nas quartas. Os demais atletas da frente também pouco fizeram. Quem se sobressaiu, subvertendo tudo o que se esperava, foram os defensores. Marcos Rojo, pasmem, fez uma grande Copa. Sergio Romero foi o herói da classificação para a final. Ángel Di María e Javier Mascherano foram os outros destaques argentinos no Mundial. Alejandro Sabella não levou o título, mas criou uma equipe da maneira mais improvável possível.
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~ O grande sofrimento da Albiceleste, sem dúvida, foi a Suíça. Em um jogo histórico, Romero começou a se consagrar em uma peleja que poderia ter qualquer vencedor. Mas, aí, o bom Stephan Lichtsteiner resolveu perder a bola no meio de campo e ela chegou em Lionel Messi. O resto é história, feita pelo espetacular Ángel Dí María. Isso sem contar no lance posterior, uma bola na trave de Blerim Dzemaili que ainda reboteou no atleta antes de sair pela linha de fundo. De tirar o fôlego.
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~ Lionel Messi, nem de longe, foi o melhor da Copa do Mundo. Mas a quantidade de gols que a Pulga fez em jogadas que ele não fez o óbvio foi impressionante. Bósnia, Irã, Nigéria e Suíça mostram bem isso. Gênio. 
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~ A Bósnia era a única estreante dessa Copa do Mundo e já de cara tinha a chance e, até certo ponto, a pressão para se classificar em um grupo bem desequilibrado. Dá pra dizer que os Dragões decepcionaram - principalmente na derrota para a Nigéria, jogando mal; após uma bela estreia ante a Argentina. Ao menos veio a primeira vitória em mundiais, contra uma igualmente decepcionante seleção iraniana. 
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~ A Nigéria não tinha uma equipe tão gabaritada quanto Gana e Costa do Marfim, mas tinha um trabalho muito bem feito por Stephen Keshi - dos poucos africanos com sucesso nas seleções do continente, campeão inclusive da Copa das Nações Africanas de 2011. Isso foi o suficiente para fazer uma equipe com uma defesa razoavelmente sólida e passar com certa facilidade em sua chave. Poderia entrar para a história ao vencer a França nas oitavas-de-final, mas a entrada de Antoine Griezmann mudou a peleja. Faltou qualidade técnica, não trabalho. Saldo positivo para as Super Águias.
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~ O Irã foi para a sua terceira Copa do Mundo e fez mais do que dela se espera. Além de marcar um ponto, conseguiu fazer um jogo ranhidíssimo contra a Argentina. Com uma defesa muito bem montada por Carlos Queiroz, o Team Melli só foi vencido no finalzinho, em um lance genial de Lionel Messi. E olha que os iranianos tiveram chance de vencer, ainda por cima. Entrar para a história, muitas vezes, é mais importante que o resultado em si.
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~ Elogiei Nigéria e Irã, mas o jogo entre as duas equipes foi, disparadamente, o pior de toda a Copa. O próprio VT dos melhores momentos da partida é curtinho.
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~ Dá pra dividir a história da Alemanha na Copa de 2014 em duas: antes e depois dos 25 minutos do segundo tempo contra a Argélia. Antes disso, com Shkodran Mustafi na lateral-direita, Philipp Lahm na volância e Sami Khedira no banco, era um time claudicante e que sofria contra qualquer equipe minimamente organizada - apesar da goleada sobre Portugal. Depois, com Lahm na lateral-direita e Khedira como volante (Mustafi se contundiu), a equipe tornou-se muito mais forte e só foi sofrer na final contra a Argentina - ainda assim, pouco. De qualquer forma, era certamente o melhor elenco do Mundial - pena que treinado por um técnico longe de ser top de linha e que só escalou a equipe como deveria por conta de contusões e muita pressão.
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~ O primeiro tempo alemão na Copa do Mundo foi impressionante. Mesmo com sua configuração antiga, os tedescos não tiveram dó nenhuma de Cristiano Ronaldo e de Portugal. Thomas Muller mostrou que é mais um alemão que vai brilhar em Copas do Mundo. Com 25 anos (e no mínimo mais duas Copas no currículo), ele tem dez gols marcados. 
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~ Thomas Muller parece ter em sua alça de mira o compatriota Miroslav Klose. Nos inesquecíveis 7x1 ante o Brasil, Klose tornou-se o maior artilheiro de toda a história das Copas do Mundo - dezesseis gols ao longo de quatro Copas. Mais um recorde que os germânicos bateram - e que, se depender de Muller, será ampliado. 
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~ Ainda sobre Brasil x Alemanha: é claro que a Seleção Canarinho ajudou demais, mas, ao menos para mim, foi a maior atuação de uma equipe na história das Copas do Mundo. Os alemães foram tecnicamente, taticamente, psicologicamente e fisicamente perfeitos em tudo que fizeram.
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~ Não foi só dentro de campo que a Alemanha foi campeã. Os alemães foram, de longe, a seleção mais CARISMA que o torneio no Brasil teve. Bastian Schweinsteiger e, principalmente, Lukas Podolski tornaram-se muito queridos por todos, com diversos momentos inimagináveis. De todos esses momentos, quero relembrar um: os alemães fizeram uma dança pataxó com a taça, por conta da experiência que tiveram com os indígenas no aniversário de Miroslav Klose. Quando vimos os brasileiros, pátria desses indígenas, homenageando-os dessa maneira ? 
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~ Cristiano Ronaldo era, praticamente, toda a seleção de Portugal. A Seleção das Quinas até tinha alguns outros bons jogadores - como Hugo Almeida e Fábio Coentrão, que saíram contundidos logo no primeiro tempo da estreia, ante a Alemanha. E CR7, ainda por cima, estava bem longe de sua condição física ideal. Não poderia dar em outra: um vexame. 
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~ Já postei isso no blog, mas é tão incrível que posto novamente: os portugueses culparam Paulo Bento pela má campanha da seleção, mas querem que ele fique na casamata do selecionado nacional. Eu o culpo por não criar alternativas a CR7 e deixar todo o time dependente de uma estrela que, se deixar, nem condições de jogo tinha.
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~ Gana tem, certamente, um dos melhores times africanos da atualidade - já há tempos. O destino das Estrelas Negras, porém, foi selado logo na estreia, ante os Estados Unidos: um gol relâmpago e outro no finzinho, pra desempatar e dar a vitória para os yankees. A equipe fez um jogo decepcionante em sua despedida do Mundial, perdendo para Portugal. Mas entre essas duas pelejas...
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~ A Alemanha deu mostras que precisava de mudanças justamente no jogo contra Gana. O primeiro tempo já foi bom, mas o segundo foi espetacular. Por muito pouco os tedescos não perderam, o que ia premiar um jogaço dos ganeses. O empate alemão sepultou os africanos moralmente, que entraram vencidos ante os lusitanos.
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~ Pra ilustrar o clima ante do jogo ante Portugal na seleção de Gana: Kevin-Prince Boateng xingou o técnico e Sulley Muntari agrediu um integrante da comissão técnica. Difícil, mas conseguiu ser pior: como a premiação para os jogadores estava atrasada, a federação ganesa enviou um avião com ~módicos~ US$3 milhões para os atletas. Desconfiados, alguns deles cheiraram e beijaram (!) o dinheiro, para saber de sua veracidade. Nem mesmo naqueles programas popularescos da TV vemos cenas dessas. 
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~ Jurgen Klinsmann fez um bem danado pra seleção dos Estados Unidos - país que, aliás, cada vez mais se encanta com o soccer. O time teve força para vencer um jogo bem parelho ante Gana; empatou com Portugal por conta de lances esporádicos dos melhores jogadores adversários e vendeu caríssimo uma derrota para a campeã Alemanha. A queda nas oitavas foi honrosa, reagindo após um começo de prorrogação avassalador da Bélgica e desperdiçando uma chance claríssima de empatar a disputa.
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~ O destaque de Estados Unidos x Bélgica, porém, foi Tim Howard. O goleiro salvou a pátria americana em incríveis dezesseis oportunidades - maior número de defesas de um goleiro na história das Copas do Mundo. Os americanos foram inferiores (apesar de boas chances criadas), mas todos os méritos vão para o barbudo goleiro yankee, que fez de uma bela partida algo incrível.
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~ Duas seleções que não são historicamente fortes faziam a cabeça dos mais fanáticos por futebol: a Colômbia e, principalmente, a Bélgica. Cunhou-se o termo ~ótima geração belga~ por conta de atletas de altíssimo nível e de destaque no cenário internacional - não é preciso ser muito fã de futebol para saber a escalação inteira dos Diabos Vermelhos. Mas o que se sobressaiu na seleção foi sua força defensiva, encabeçada por um ótimo Thibaut Courtois. Vincent Kompany também fez uma Copa do Mundo espetacular. O ataque, porém, ficou devendo. No geral, o melhor atleta ofensivo belga foi Kevin de Bruyne - e quando Romelu Lukaku, Eden Hazard, Kevin Mirallas e Dries Mertens são piores que eles, algo está errado. A seleção foi longe, mas com um futebol pouco atrativo e dependente de atuações individuais. 
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~ TODAS as vitórias belgas foram conseguidas por conta de um jogador que se sobressaiu. Na estreia contra a Argélia, quem fez esse papel foi Fellaini. Ante a Rússia, Hazard. Origi foi o salvador contra a Coreia do Sul, enquanto Lukaku teve estrela contra os Estados Unidos. Como time, faltou trabalho de Marc Wilmots e sobrou talento de suas estrelas - uma de cada vez, porém. Tanto que, no jogo contra outro sistema defensivo competente, faltou camisa e trabalho de equipe nas xoxas quartas-de-final contra a Argentina.
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~ Karim Benzema e Zinedine Zidane são argelinos de nascimento, mas fizeram seu nome pela seleção francesa. Há também a contrapartida: de vinte e três convocados pela seleção da Argélia, dezesseis são franceses. Nenhum com tanto nome quanto Benzema e Zidane, mas capazes de formar um time bem equilibrado e, acima de tudo, muito guerreiro. Junte a esse quadro o ótimo técnico bósnio Vahid Halihodzic. Formou-se, então, uma equipe que não tem vergonha nenhuma de atacar o adversário e manter a posse de bola para não ser incomodado. Jogou muito bem contra a Bélgica, deu show contra a Coreia do Sul e, após empatar, não tomou grandes sustos da Rússia. Num jogo fora de série, foi eliminada pela Alemanha e deixou muita saudade na Copa do Mundo por conta de um jogo aberto e uma exibição fora de série do goleiro Raís M'Bolhi.
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~ Em 1982, a Alemanha venceu a Áustria por 1x0 em um jogo chatíssimo e muito conveniente para os dois, já que o resultado eliminaria a Argélia daquele torneio - as Raposas do Deserto venceram a Alemanha por 2x1 naquele torneio, que teria os germânicos como vice-campeões. O episódio, conhecido como "A Vergonha de Gijón", manchou de maneira indelével as seleções e o próprio torneio. O evento, porém, foi vingado da melhor maneira possível. Alemanha e Argélia se encontraram nas oitavas-de-final da Copa do Mundo e, no melhor jogo da Copa (para mim, é claro - foram diversas partidas espetaculares), encaminhou os germânicos para o título e eliminou uma das gratas surpresas desse Mundial. Quem viu essa peleja jamais se esquecerá dela.
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~ A Coreia do Sul pouco fez para a história do futebol, mas tem em seu currículo um quarto lugar na Copa de 2002 - na qual era co-anfitriã e eliminou Itália e Espanha por conta de erros vergonhosos de arbitragem. Ah, a seleção sul-coreana também era a seleção de Park Ji-Sung, que jogou muito tempo no Manchester United - era, já que se aposentou dos Tigres em 2011. O que sobra, então ? Exatamente: nada. Um punhado de atletas já no ápice de suas carreiras e que não deixaram nenhuma saudade.
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~ A liga de futebol da Rússia exige que cada time tenha um número mínimo de atletas russos, o que garante a revelação de atletas nacionais e a manutenção de bons atletas atuando no país. Mas, curiosamente, a seleção era a única que tinha todos os seus convocados atuando ~em casa~. Outra curiosidade: a vigésima quarta colocada numa Copa do Mundo com trinta e dois times paga o maior salário ao seu técnico - que é o dobro do segundo treinador mais bem pago. Dito isso, a conclusão: não faltaram bons jogadores (ainda que você não os conheça, Kombarov, Ignashevich, Berezutski, Zhirkov, Shirokov, Fayzulin, Dzagoev, Samedov e Kokorin são bons de bola), mas faltou todo mundo se organizar em campo e criar chances de gol. A desculpa não pode ser falta de entrosamento, já que todos jogam no mesmo país. Caso clássico de time mal treinado.
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~ Igor Akinfeev nunca foi um goleiro top de linha, mas sempre teve bom nível. Eis que dois dos três gols tomados pela Rússia na Copa do Mundo foram falhas ridículas do arqueiro: a péssima saída de gol contra a Argélia e, principalmente, o frangaço contra a Coreia do Sul . Nada a dizer, só a lamentar.
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~ Pra finalizar esse ~pequeno~ remember, minha seleção da Copa, no 4-2-3-1 que se tornou tradicional de 2010 para cá: Keylor Navas; Philipp Lahm, Rafa Márquez, Mats Hummels e Daley Blind; Javier Mascherano, Paul Pogba; Arjen Robben (melhor do Mundial), Lionel Messi e James Rodríguez; Thomas Muller. Técnico: Louis van Gaal.

domingo, 13 de julho de 2014

Twittadas da final da Copa do Mundo

Nada melhor do que medir as emoções que uma partida te despertou que recuperando o que foi dito na hora da peleja. E o Twitter, que faz o acompanhamento em tempo real de tudo que existe, é ótimo para isso. Abaixo, tudo o que o blogueiro falou sobre a grande final da Copa do Mundo de 2014, entre Alemanha e Argentina.
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PS1: Eu vi o jogo na Globo por costume. Sei que a transmissão é ruim e o nível dos comentaristas é pior ainda.
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PS2: Torci descaradamente pra Alemanha. Mas o primeiro tweet explica tudo.
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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Fora de campo: desorganização e incapacidade motivaram o vexame

Em 2012, Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF. Confesso que fui inocente e acreditei que teríamos uma mudança para melhor na instituição que manda (e não organiza, como oficialmente falam por aí) no futebol brasileiro. Dias depois, foi divulgado que o novo mandatário era José Maria Marin, governador biônico de São Paulo durante a ditadura militar e candidato a Prefeitura de São Paulo e ao Senado na Nova República pelo PSC - mesmo partido de gente como Marco Feliciano, Joaquim Roriz e Pastor Everaldo. 
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Saía o corrupto Teixeira e entrava o político e reaça Marin. Difícil falar quem era pior. Alguns amigos, porém, me deram o veredicto: Teixeira conseguia ser melhor. Era ridículo, um péssimo comandante, sujo, asqueroso e digno de todas as ofensas que você pode falar para alguém. Mas, sob sua batuta, as seleções principais e de base ganharam onze títulos mundiais, três intercontinentais e vinte e sete sul-americanos. Ele, ao menos, era vitorioso.
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Já Marin... bem, menos de dois meses antes de assumir a presidência da CBF ele simplesmente roubou uma medalha na final da Copa São Paulo de Futebol Junior e já assumiu a entidade marcado por esse episódio lamentável. Sua atitude mais drástica, porém, foi demitir Mano Menezes do comando técnico da Seleção Brasileira logo após o título do Superclássico das Américas. Sim, o torneio não valia nada e é até bom que ele não exista mais, mas Mano começava a encontrar o seu time ideal, obtendo resultados melhores e com melhores exibições, também. De uma hora para outra isso foi para o espaço. 
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A demissão de Mano Menezes, na tarde seguinte a um título, pegou a todos de surpresa. Como se já não fosse desgraça o suficiente, o contratado é Luiz Felipe Scolari, que levava o Palmeiras a passos largos para o rebaixamento no Brasileirão - apesar de ter ganho uma Copa do Brasil no melhor estilo Felipão. 
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A imprensa perguntava-se à época qual era o Palmeiras de verdade: o campeão da Copa do Brasil ou o que estava virtualmente rebaixado no Brasileirão. Com Felipão na casamata da Seleção Canarinho, a pergunta mudou: Felipão é o campeão da Copa do Brasil ou o virtualmente rebaixado no Brasileirão? 
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O começo da segunda passagem de Felipão pela Seleção foi espetacular. Ganhou a Copa das Confederações com 100% de aproveitamento, batendo Itália, Uruguai e Espanha em jogos de nível técnico elevadíssimo. Venceu, em diferentes momentos, seleções do calibre de França, Portugal e Chile. Era incontestável, surfou em seu carisma ao fazer diversas propagandas e tinha a confiança de todos nós - minha, inclusive.
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Aí veio o período pré-Copa do Mundo. Logo na primeira entrevista coletiva, o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira disse que a seleção "era favorita, sim". Pior: Felipão disse que ganhar a Copa do Mundo era uma obrigação, como se isso fosse algo fácil.
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Os amistosos antes do Mundial também não ajudaram: apesar do placar elástico, o Brasil fez um primeiro tempo lastimável contra o frágil Panamá. Contra a Sérvia, mais um punhado de erros e um placar bem mais apertado - apesar do melhor futebol, que foi o suficiente para vencer Croácia e Camarões e empatar com o México em um jogo que poderia ter qualquer placar.
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Encerrada a primeira fase de grupos, alguns problemas eram nítidos. O time era mal escalado, com posições invertidas e um meio de campo quase inexistente. Reconhecidamente teimoso, Felipão seguiu confiando em jogadores em fase tenebrosa, como Daniel Alves, Fred, Paulinho e Oscar  - o terceiro com boas atuações no final da campanha; o quarto com uma estreia excelente e nada mais. Mais: as substituições eram erradas e batidas, além de não mudar o jogo. Todos sabiam que quem poderia entrar era Ramires, Willian, Bernard ou Jô nos lugares de Hulk, Oscar e Fred. Como bem mostrou Mauro Cézar Pereira, Felipão e toda a comissão técnica colocada por Marin estava obsoleta - e agonizava dirigindo a seleção na Copa do Mundo no Brasil.
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A comissão técnica de Marin também chamou a atenção por algo que, até onde me lembro, jamais foi sequer notada em outra delegação: pelo fator psicológico. é óbvio que o fantasma da Copa de 1950 e o peso de ver o Mundial sendo jogado aqui após tanto tempo pesa, mas não deveria ser tão determinante assim. Deu a impressão que ele sequer foi trabalhado, na realidade. 
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Após os jogos contra Chile (tenebroso) e Colômbia (o melhor da Seleção na Copa, com sobras), veio a vergonha ante a Alemanha. A Alemanha fez hoje a maior atuação de uma seleção na história das Copas do Mundo e creio que não tinha como vencê-los hoje, mas dava pra passar longe da vergonha que aconteceu. 
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É claro que Neymar e Thiago Silva fizeram falta, mas um esquema tático também fez falta. Um preparo psicológico e emocional idem. Dirigentes íntegros, com mentalidade voltada para o futebol e não para o poder ou outros quetais semelhantes também são ~desejáveis~. E, bem, façam as suas escolhas acerca do que pesou mais no vergonhoso jogo de hoje. Eu já tenho as minhas. 
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Mas... e agora ? O futuro da seleção é o próximo tema a ser discutido aqui. 

Em campo: seis minutos que acabaram com um sonho de 64 anos

Muitos amigos meus (inclusive estudantes de Jornalismo no penúltimo semestre de seu curso) se queixam de que não conseguem começar bem seus textos - isso para temas banais. Imagine, então, como é tentar explicar seu ponto de vista sobre a maior derrota da história da maior seleção nacional da história. 
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Não tem como - e, como diz um dos meu mais competentes professores na faculdade, "Jornalismo não é ciência" para ter certo e errado na maneira de como escrever. 
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Mas há como apontar alguns dos vários motivos que trouxeram a eliminação vexatória. E, se não é a abertura do meu texto, coloco uma das opiniões sobre esse tristíssimo episódio ocorrido hoje com a Seleção brasileira: foi a maior vergonha que a Seleção Canarinho já passou.
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Optei por dividir minhas impressões sobre o jogo de hoje em três textos, que serão publicados de agora até a outra semifinal, entre Holanda e Argentina. Nesse aqui, falo sobre a atuação dos atletas e de aspectos táticos das equipes. 
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É interessante notar que os dez primeiros minutos de jogo da pior partida da história da Seleção brasileira foi de domínio tupiniquim. O time pressionava, chegava bem pelos lados, tinha troca de posições e contava com boa movimentação da equipe. Maicon apoiava bem; Bernard pressionava. 
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Faltava, entretanto, duas situações. Faltava não, seguia faltando. Duas situações que eram reclamadas em maior e menor aspecto depois de cada jogo brasileiro:

1) Meio de campo
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Via-se, novamente, os zagueiros e volantes tentando acionar os meias e atacantes com lançamentos longos. Nem os primeiros tentavam aproximar nem o segundos recuavam para buscar jogo. Quem tentava chegar de trás era Fernandinho (de partida desastrosa desde o início), e quem tentava recuar um pouco era Bernard (que foi muito valente, mas mostrou que ainda falta algo para se tornar um grande jogador). De resto, era só chuveirinho na área.
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2) Posicionamento da linha de armação
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Tenha como "linha de armação" o setor ocupado pelos pontas mais recuados, o setor antes do centroavante ou o "3" do tão falado "4-2-3-1" atual. Esse foi, talvez, o maior erro de Felipão durante a Copa do Mundo - e olha que não foram poucos. Com Bernard substituindo Neymar (outra alteração bem contestável), ele tinha o ponta-direita Hulk jogando na ponta-esquerda e o ponta-esquerda Bernard jogando na ponta-direita. Com Neymar a situação era ainda mais estapafúrdia: o ponta-direita Hulk seguia na ponta-esquerda; o ponta-esquerda Neymar jogava centralizado e o central Oscar jogava na ponta-direita. Três posições, três erros. Só podia dar errado.
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Aí vem uma bola parada, e o melhor jeito de mudar a história de um jogo é em um lance assim. Não deu outra: Thomas Muller fez 1x0. Mas chama a atenção a liberdade com que Thomas Muller fez o gol. Não tinha ninguém nem sequer perto dele. E não foi uma jogada ensaiada, foi um cruzamento simples no segundo poste. Falta de treino evidente. 
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O que matou o jogo, porém, foram os seis minutos nos quais saíram os quatro (!) últimos gols do primeiro tempo. O segundo tento nasceu de um erro individual de Fernandinho que terminou em gol de Miroslav Klose - que ultrapassou Ronaldo e tornou-se o maior artilheiro da história das Copas. Depois disso o time apagou. Tivemos uma sucessão de erros individuais, buracos imensos em todos os cantos, jogadores perdidos no gramado... aqui perdemos o jogo. 
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Sofremos também com a Alemanha, é claro. Foi a melhor partida da melhor equipe da Copa. Vou além: creio que foi a maior atuação de uma seleção na história dos Mundiais. A zaga se segurou muito bem; Bastian Schweinsteiger seguiu tranquilo; Sami Khedira e Mesut Ozil foram acima do que estão acostumados; Miroslav Klose e principalmente Thomas Muller e André Schurlle foram cirúrgicos e Toni Kroos teve uma atuação digna de uma nota 10: perfeito em tudo que fez. 
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Una os cenários descritos acima. A tragédia estava desenhada. Imagine o que não foi Thomas Muller e Philipp Lahm caindo pelos lados de Marcelo, por exemplo. Mas o ~duelo~ que mais me deu pena (e não há outra palavra pra ser colocada aqui) foi entre Toni Kroos e Fernandinho. Foi lastimável. O melhor do jogo contra o volante que entregou, no mínimo, dois gols para o adversário. 
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Não leve o parágrafo acima como um juízo de valor. Eu mesmo gosto bastante de Fernandinho - a dupla que ele fez com Yaya Touré nessa temporada no Manchester City campeão da Premier League e da Capital One Cup foi espetacular. Ele entrou muito bem em algumas partidas, também. Mas hoje teve uma atuação vergonhosa, simplesmente. 
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Em tempo: não sou dos que acham que a Seleção jogou mal a Copa inteira, ou só jogou mal. Achei as partidas ante Croácia, Camarões e principalmente contra a Colômbia de muito bom futebol por parte do Brasil - apesar dos erros já sabidos.
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Voltando ao jogo de hoje: vontade não faltou em momento algum. No primeiro tempo todos corriam - pena que como um bando; no segundo o Brasil voltou atuando bem e só não fez um gol antes porque Neuer fez, no mínimo, quatro defesas muito boas. André Schurrle entrou no segundo tempo e marcou mais dois, quando o Brasil já não assustava mais e já tinha assimilado a eliminação eminente. Oscar marcou o dele quando a partida já tinha virado pelada. 
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Nas quatro linhas, foi isso que aconteceu. Não foi só a Copa no Brasil, a oportunidade de ouro que tínhamos para esquecer o Maracanazzo de 1950, que jogamos fora: foi um pouco da nossa própria reputação, que embora ainda seja imensa, se apequenou hoje. Mas não foi só isso que nos fez passar por tamanha vergonha. Isso é assunto pros dois próximos posts.