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domingo, 10 de maio de 2015

Eu queria não dormir

Chega o fim de semana. Depois de tanto trabalhar, o máximo que você quer e imagina para você da sexta até o domingo à noite é fazer o que bem entender. 
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Créditos: http://migre.me/pO6WT
Você vê que tem muita coisa boa na televisão - tem futebol e corrida de todo jeito, tem show, tem filme, tem algo que te interessa. Você começa a ver o que vai fazer com a namorada, o que vai comer, como vai se divertir. Você pensa em descansar, arrumar algo em casa, resolver um dos vários problemas que tão escanteados nessa vida corrida. Você pensa até em trabalhar um pouco mais, já que a vida não tá fácil pra ninguém e freelancers no final de semana pagam melhor.
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O problema é que você dorme até de tarde no sábado e no domingo. O cansaço acumulado te consome sabe-se lá quantas horas do horário que, em tese, é feito para você fazer o que bem entender. 
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Conforme o tempo passa, fica mais difícil manter a disposição de outrora. Eu, que me orgulhava de dormir pouco, agora não posso ver uma cama na sexta-feira para hibernar até a tarde seguinte - perdendo vida, dinheiro, conhecimento e seja lá o que for. 
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Créditos: http://migre.me/pO6TF
Eu queria não ter sono ou preguiça. Queria viver sempre com os olhos abertos - eu sou tão calmo, não preciso nem ficar sempre alerta de maneira hiperativa, o meu normal já tá bom. 
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A disposição segue existindo, mas é difícil aceitar que o corpo já não obedece mais a cabeça como deveria. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Vinte e três - a mudança chegou

Como todo adolescente, esperava ansiosamente pelos meus dezoito anos. Achava que a minha vida mudaria do nada em uma passagem de noite. E, como a maioria das pessoas que chegam a essa idade, quebrei a cara ao ver que nada tinha mudado. A vida continuava a ser uma penitência - até porque é só na teoria que ninguém bebe e não entra em qualquer lugar sem um RG falso. 
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Sabia que, alguma hora, a mudança ia chegar. Aos poucos ou abruptamente a minha vida daria uma guinada. Comecei a encaixar a minha vida ao meu gosto (e não ao gosto da minha mãe) aos poucos. Pagar algumas contas, ajudar em tarefas domésticas, ter liberdade para sair e gastar o meu dinheiro. Isso, realmente, foi conquistado nesse longo período dos dezoito até os vinte e dois.
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Ontem, no meu aniversário de vinte e três anos, eu parei pra pensar nessa história de mudanças novamente. E vi que a hora de mudar é justamente agora. 
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A começar pelo lado profissional: após oito meses parado para fazer o TCC na faculdade, voltei a trabalhar - pela primeira vez como senior, e não como estagiário. Oito horas (no mínimo) por dia, participando de várias ações e ideias e de corpo e alma em um local. Além disso, tenho dois freelancers para complementar a renda - e fazer contatos, é claro.
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Outra mudança: pela primeira vez na minha vida eu passarei um ano sem estudar academicamente. Com a faculdade encerrada, vou tirar um ou dois anos de folga para depois pensar na pós-graduação. Quero terminar o inglês (quem não tem inglês hoje em dia sofre) e começar uma ou duas línguas extras no período - tenho especial predileção pelo alemão, sabe-se lá porquê. 
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Ainda falta muita coisa, é claro. Morar sozinho, ter meu carro, conseguir ver mais a minha namorada em dias da semana... mas, se demorei alguns anos pra conseguir o que de tanto me orgulho hoje, posso ter mais tempo para bater essas metas antigas - e mais ousadas. Que venha tudo agora. O vinte e três foi só o começo.

sábado, 10 de janeiro de 2015

O dia em que eu entrei na Forever 21

O título chama a atenção, mas o dia teve situações muito mais legais que a frase descrita para descrevê-lo.
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Muita gente deve achar que sair com a irmã mais nova é chato, queima filme (ainda usam a expressão queima filme?) e coisas assim. Eu nunca achei isso. Minha irmã é uma das melhores companhias que eu posso ter. Tanto que, depois da minha namorada, a pessoa com quem eu mais saio é ela - não que eu saia muito.
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Como estávamos sem carro, nosso avô nos deu carona até a rodoviária da cidade. Logo que saímos, comemorei: "Olha só, o ônibus tá aqui". Andamos mais um pouco: "Ele tá ligado?". Antes de terminar a frase, vi o ônibus dar a ré para sair e logo saí correndo, agitando os braços para cima para ser visto. Essas duas ações foram bem mais rápidas que o tempo que você demorou para ler esse fragmento de texto tamanho o desespero. Sabe como é esse tempo de tarifa a R$ 3,50, o bilhete aumenta mas isso não quer dizer que o ônibus seja mais rápido.
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Eu nunca tinha entrado no Golden Square, nem mesmo antes da reforma. Me pareceu bem bonito, além de ficar na avenida onde muita coisa acontece em São Bernardo - uma cidade que tem muita coisa pouco falada legal para fazer. Imagino que muita gente saia do shopping e vá para o La Revolución, que fica logo à frente, na Kennedy. Ainda tem muito espaço para novas lojas - lojas que, inclusive, são bem grandes no local.
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Não precisei esperar muito para a minha namorada chegar, assim como não precisei esperar muito para ver a tão falada Forever 21. Mais que uma loja de moda, a loja da moda. Também grande, como tantas outras no recinto - a Zara, no andar de cima, é imensa. Mas, antes delas matarem a fome de compras, todos precisavam matar a fome de comida.
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Comemos no Burger Lovers, indicação da minha namorada. Já aviso que elas não acharam o lanche muito bom - minha irmã comeu o Crispy Chicken e a minha namorada comeu o Double Cheeseburger Salad. Mas eu achei espetacular o Triple Cheeseburger Salad (adicionei bacon pelo óbvio motivo de que por vezes esqueço que tenho artérias) e as batatas em formato de raio. O hamburguer é grande e com um sabor bem marcante. Como devem imaginar, a minha combinação precisou do máximo equilíbrio para se manter minimamente estável. Nem isso tirou toda a graça de um dos melhores lanches que já comi.
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Era a hora de soltar as feras. Acompanhei um pouco minha irmã e minha namorada no começo da saga delas pela Forever 21, e logo fui usado como cabide. Vendo que elas não saiam das primeiras gôndolas, fui para a livraria Leitura. Tem poucos diferenciais além da boa oferta de pocket books e de livros organizados por autor dentro de cada categoria. A poltrona em frente à coleção de livros de Luis Fernando Veríssimo era um convite bom demais para ser recusado. Entre idas e vindas à Forever, lá fique - e devo ter lido metade de um dos livros, A Mesa Voadora. Veríssimo é daqueles escritores que te prendem e fazem o tempo passar.
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Voltei para Forever 21 e me deparei com duas sacolas cheias, uma de cada uma. Boquiaberto, vi que era melhor voltar pra livraria e ler mais alguns trechos de outros livros de Veríssimo na tal poltrona. Para minha surpresa, encontro ao lado um exemplar do clássico "Como o Futebol Explica o Mundo", leitura obrigatória para quem tem o mínimo interesse no futebol além das quatro linhas. Mais um capítulo lido - o que fala dos cartolas brasileiros, aliás. Mas nem Foer e nem Veríssimo faziam o tempo passar mais. O errado era eu, portanto.
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Minha última passada pela Forever 21 enxergou as duas já pagando seus muitos pertences e lamentando o que não compraram. Em pouco menos de duas horas elas criaram histórias íntimas com cada calça ou top, histórias que muitos homens não tem com as meninas que pegam nas baladas. Fizeram questão de contar todas, da primeira peça que buscaram até a última que descartaram - já no caixa. E falaram que precisavam voltar, que tiveram pena de mim e por isso saíram cedo. Como eu disse, o errado era eu.
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Após mais algumas voltas (ainda contando as muitas histórias das peças que compraram), o dia se encerrou comendo um bolo diet na Sodiê. É raríssimo encontrar quem faça receitas diets, e quando vejo uma loja que tenha gosto de incentivar essa prática - ainda que ainda cheio por causa do lanche. O escolhido foi o Alpes Suíços: chocolate, mousse branco, suspiro, trufas e calda de chocolate. Valeu bastante a pena.
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Dei carona para a minha namorada e ouvi todas as histórias que já tinha ouvido - agora com os apartes da minha mãe. Sabe-se lá como, mas esse dia foi realmente bom.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O ano do fechamento

Eu tenho uma obrigação comigo mesmo de sintetizar um ano no último dia dele com uma palavra. Sendo assim, 2014 foi o ano de vários fechamentos importantes para mim vida. E, quando falo de fechamento, falo tanto do significado literal dessa palavra (encerramento) como também da gíria "fechamento", algo como "estar junto".
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Antes de qualquer coisa, 2014 foi o ano do fechamento da minha faculdade. Saber que terminei aquele meu sonho de criança de ser jornalista é muito feliz e muito gratificante. Saber que fiz um belo livro, entrei em contato com pessoas importantes e fechei o curso com nota máxima trabalhando com um grupo de profissionais competentes e amigos me enche de orgulho. 
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O que me motivou em 2014 também foram duas meninas que sempre me incentivaram e me ajudaram, das mais diversas formas. Se tem duas pessoas às quais eu tenho que agradecer, Ellen e Amanda são elas. Elas sim fecharam comigo.
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Profissionalmente também foi um ano agitado. Fechei meu ciclo na assessoria de imprensa do Albert Einstein triste, mas sabendo que aquele não era meu lugar - apesar das ótimas pessoas que por lá conheci. Desde então, me dediquei ao TCC - mas um novo emprego com carteira assinada é a prioridade para 2015. Mantive meu freelancer de narração esportiva e ainda ganhei outro na ESPN Brasil. O objetivo é mantê-los e trabalhar - sei que é difícil. 
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Foi o meu primeiro ano inteiro namorando a Amanda, também. Como disse, foi uma das poucas pessoas que eu sei que fechou comigo o ano inteiro. Se o namoro foi ótimo, vi que muitos amigos (seja da faculdade, de infância ou de qualquer lugar)  me deslocavam e/ou fizeram coisas que não me agradaram. Eu preferi me afastar e sofrer calado. Não dá pra dizer que fechei essas amizades em 2014, mas não sei o que esperar de tanta gente em 2015 que não me resta fazer outra coisa se não lamentar e olhar pra frente - sabendo que corro o risco de ficar bem mais solitário.
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Dentre aquelas pequenas vitórias da vida, foi de longe o ano que eu mais dirigi na vida. Também foi o ano que eu resolvi aplicar o que sei de investimentos e mercado nas minhas contas pessoais - sem muito sucesso. Elas fecharam - e só.
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Tenho a impressão que, no geral, 2014 foi um ano que compensou pela agitação. O 7x1 foi compensado pela maravilha que foi a Copa (para o povo, não para o futebol); as eleições foram compensadas por todo o frenesi causado - apesar de tanta intolerância. Fico pensando o quanto a agitação é melhor que resultados negativos pelo simples motivo de tirar o tédio, mas isso é um pensamento que eu prefiro deixar para 2015. 
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Na realidade, tudo agora vai ficar para 2015. Mas, ainda em 2014, desejo a você um ótimo ano, com muitas alegrias e felicidades.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Triste natal

Passei ontem por algumas avenidas do ABC voltando da casa da minha namorada. Faria Lima, Lucas Nogueira Garcez, Caminho do Mar, rua Vergueiro, Goiás... com exceção da chuva no final da tarde, nada denunciava que estávamos no natal. 
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Vi poucas luzes de natal. Vi poucos pisca-piscas, poucos fogos. Até mesmo aquele sorriso natalino, mais largo e estreito (como quem diz obrigado, seja verdadeiro ou não e seja efêmero ou não) eu não vi. Se sempre achei o clima de natal depressivo e hipócrita, as luzes compensavam com a sua beleza.
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Me parece que as pessoas deixaram o natal para lá. O próprio espírito natalino me parece em baixa, não sei porquê. Os dias não tem sido tão depressivos e melancólicos, parecem mais normais com outras tantas épocas do ano. Não sei se as pessoas que não enfeitaram suas casas ou se eu que estou caseiro demais, mas me parece que os pisca-piscas natalinos sumiram. Pode ser também que eu simplesmente tenha perdido o encanto e/ou me acostumado, vai saber.
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Fico me perguntando porquê isso aconteceu e chego em alguns motivos logo de cara: o 7x1, a eleição que rachou o país e criou tanta animosidade, a Economia nacional ruindo... assuntos sérios, caretas e até mesmo triviais, mas que influem muito na sociedade e no ânimo das pessoas. Em geral, 2014 foi um ano triste para os brasileiros. 
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Que 2015 seja melhor, com mais sorrisos e luzes. Já não teremos eleições, uma polêmica nacional a menos. Que a Economia melhore e, por favor, sem nenhum 7x1.
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E, a você, meu mais sincero voto de feliz natal - e feliz todos os dias.

sábado, 12 de julho de 2014

A maior e melhor mudança pela qual eu passei

No post anterior eu falei sobre mudanças. Mudanças no blog, na verdade. Mas aconteceram mudanças ainda mais (ou melhor, bem mais) importantes que essa na minha vida. Não é algo profissional, sequer um hobby meu, mas algo mudou na minha vida em um aspecto que faz todo o resto da vida ser bom ou ruim, diretamente ou não. 
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Parafraseando uma música de uma banda que a minha namorada adora: se eu falo assim, com tantos rodeios, é pra dizer que eu tô apaixonado. E é muito bom ver que o sentimento é recíproco, na mesma intensidade, com as mesmas intenções, pensamentos e vontade de fazer bem ao outro. Se o meu antigo namoro era uma guerra na qual eu perdia todas as batalhas, o meu atual é algo que nem cabe qualquer metáfora. É um relacionamento no qual todo mundo vê que os dois estão na mesma sintonia e se amam. 
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Hoje, por exemplo, eu saí com ela. Atividades rotineiras como trocar um presente, ver roupas, assistir um filme e comer (duas vezes, porque casais felizes engordam juntos) tornam-se eventos que valem um dia inteiro. Simplesmente porque tudo isso é feito com companheirismo, risadas e alguém que entende suas manias, neuras e bobeiras - e acho difícil alguém ter mais bobeiras que eu. 
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Também vale comentar: estamos prestes a fazer um ano juntos e tudo que mudou desde então foi não só para o nosso próprio bem, mas também para o bem de ambos. E tudo, absolutamente tudo, foi conversado e pensado. Por mais impulsivos que possamos ser, sabemos que muitas decisões exigem um olhar mais atento. No final das contas, nada me deixa melhor que ver minha namorada bem - e sei que o contrário também acontece.
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Eu queria ser tão maduro como a Amanda é com 18 anos e tão maduro quanto ela foi nesse quase um ano. Queria ser divertido, afável, competente em tudo que faço e guerreiro como ela. Queria ter os conselhos certos, ou falar o que mexe comigo de um jeito tão certeiro em cada briga. Por tudo isso, ela é mais que uma namorada: é minha confidente, minha grande amiga e um espelho. E, como espelho que é (e como música que tem esse nome), o vazio que estava no meu coração é o espaço que ela ocupa agora
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Que venham muito mais dias como hoje e muito mais anos como esse que logo completaremos, meu amor.