domingo, 26 de abril de 2015

Disposição

Acontece comigo e acho que acontece com todo mundo: você imagina (ou ao menos tem uma ideia da) sua vida perfeita e, de alguma forma, age para que ela um dia aconteça. Isso envolve trabalho, suor, comprometimento e sacrifícios. E, para que isso aconteça, muita disposição é necessária. Mas tem dias (ou meses, ou fases, ou anos) que parece que a preguiça impera.
.
Crédito: http://migre.me/pDfgp
Não é a só a preguiça que atrapalha, claro. Acomodamento, incapacidade, incompetência, desconhecimento, falta de comunicação... existem várias variáveis que atrapalham, mas poucas que te ajudam - é a lei da vida, creio; e as variáveis positivas, além de tudo, só tem valor quando colocadas em prática conjuntamente. 
.
O pós-feriado foi um período bem interessante na minha vida profissional e astral. Após conversas e trocas de ideias, algumas mudanças foram discutidas e outras tantas aprovadas na agência onde trabalho. O simples fato dessas conversas acontecerem me motivou, algo que eu busquei espalhar para outras áreas da minha vida. 
.
Não quero apenas ser um profissional melhor, quero ser uma pessoa melhor. Quero conseguir escrever um post por dia para o blog, acordar cedo para malhar, resolver todas as pendências que tenho, uma a uma. Arrumar meu celular, renovar minha CNH... tudo tá nesse bolo.
.
Crédito: http://migre.me/pDfhn
O leitor mais atento viu que a minha vida astral também foi mexida. E sim, eu acredito em horóscopos - muito porque a descrição do meu signo e do meu ascendente batem muito com a minha personalidade e porque, quando passei a receber meus trânsitos astrológicos pessoais, vi que eles se encaixam com o meu dia. Foi um desses trânsitos que me surpreendeu: ele indica exatamente que estou em um período de ação, colocando em prática projetos que idealizei - é, em suma, o post inteiro descrito em uma frase.
.
Amanhã eu mudo de lugar na minha agência. Amanhã quero começar a colocar em prática o que coloquei na cabeça. Que essa vontade não se perca ao me levantar do meu colchão.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Torcer para o rival! Jamais?

Rogério Ceni causou polêmica na entrevista pós-jogo da sofrida vitória do São Paulo sobre o Danubio, no Uruguai. Perguntado por um repórter se ele torceria para o Corinthians (que joga contra o San Lorenzo e cuja vitória beneficiaria o Tricolor), Rogério foi enfático: "Torcer para o Corinthians? Jamais!"
.
Créditos: http://migre.me/pvl3N
A frase rapidamente se tornou viral nas redes sociais. E não, o título dessa postagem não está errado - até porque eu não ratifico a ideia de Rogério. 
.
Segundo o Aurélio, torcer significa "dar apoio a ou esperar resultado positivo de". O começo da minha argumentação é simples: nenhum são-paulino vai torcer para o Corinthians na vida, mas vão esperar um resultado positivo do time hoje. A palavra torcer, por si só, é forte demais para descrever a situação. 
.
Um são-paulino, por motivos óbvios, vai torcer para o São Paulo sempre. Mas ele também tem que torcer para o bem do São Paulo. E, no caso, o melhor para o São Paulo é a vitória do Corinthians. Não, nenhum tricolor precisa (nem deve) gritar gol ou sair na rua com uma camisa da Gaviões da Fiel gritando "Timão eô", mas é preciso entender a situação. 
.
Créditos: http://migre.me/pvl5c
Ao menos para mim, torcer cegamente e irracionalmente para o Corinthians perder hoje é ser muito mais "anti-corinthiano" que são-paulino. Ser anti do maior rival, aliás, me parece um mal grave cada vez mais comum em tempos de extremismo em tudo. Nem mesmo a remotíssima chance de eliminação corinthiana e classificação de São Paulo e San Lorenzo me convence. 
.
Situações semelhantes já aconteceram várias vezes. A mais recente (e uma das mais extremas) que me lembro aconteceu na última rodada do Brasileirão de 2014. Por culpa da própria incompetência, o Palmeiras dependeu de um empate do Santos contra o Vitória para seguir na Série A. Eis que o Peixe faz 1x0 e salva de vez o Verdão. 
.
Créditos: http://migre.me/pvl5M
É certo que a rivalidade entre Palmeiras e Santos é bem menor que a que envolve São Paulo e Corinthians. Mas ela existe, e isso basta. Gritar gol do Santos foi querer o bem do Palmeiras - e nenhum palmeirense se arrepende disso, mas sim da campanha horrenda do próprio time. 
.
O são-paulino, historicamente tão arrogante, não parece ver isso. Ver o outro mal é melhor que ver ele mesmo bem. Isso ajuda a explicar tanta coisa errada no clube nos últimos tempos. 

terça-feira, 14 de abril de 2015

Rebranding pessoal

Uma das primeiras tarefas que fiz quando entrei no meu atual trabalho foi entrevistar um dos sócios da agência sobre o contrato entre a Insane e o cliente. Lá ouvi pela primeira vez a palavra "rebranding" - que, claro, me deixou com cara de dúvida.
.
Créditos: http://migre.me/ptCz6
Agradeci por fazer a entrevista com um dos sócios, e não com um desconhecido ou com uma fonte. Tive a liberdade de perguntar o que significava rebranding - algo que não aconteceria se a entrevista fosse com uma fonte externa. Basicamente: rebranding é mudar a "cara" da marca - seja o logotipo, o nome, o slogan ou coisa que seja importante para identificar a empresa. É um conceito de marketing - o que explica porque eu, jornalista, não sabia. 
.
Todos que me conhecem apenas da internet (acredite, tem muita gente nesse grupo) me conhecem como "Will_SPFC". Essa era a minha "arroba" no Twitter (rede social que mais uso) até minutos atrás, na verdade. Meu Instagram, que tinha a mesma denominação, tornou-se "Will.GF"; o Twitter agora é "WilllGF" - sim, com três "l" para escapar de outros usuários. 
.
Todo mundo sempre soube e sabe que eu sou são-paulino - as fotos de Luis Fabiano comemorando gols contra o Corinthians não sairão de rede social nenhuma, ao menos por ora. 
.
Créditos: http://migre.me/ptCy4
Eu fui vencido pelo senso comum, na verdade. Quando o "Will [SPFC]" (sim, com as chaves) surgiu, no finado Orkut, eu era um pré-adolescente que vivia em função de futebol - e do meu time, claro. Hoje, jornalista formado, tenho uma série de outras preocupações. Acima de tudo, não posso colocar minha isenção à prova. O futebol segue como uma das minhas paixões e eu cada vez mais gosto do assunto de uma maneira amadurecida, sem defender jogadores ou clubes pelos quais eu tenho simpatia - muito pelo contrário, aliás; e o próprio blog tem vários textos meus criticando São Paulo e Luis Fabiano, por exemplo. Mas o antigo nome de usuário dava margem a dúvidas, e isso não pode acontecer na minha profissão. 
.
Que as barreiras que eu encontrava antigamente possam cair, que mais amizades e contatos possam surgir. O que eu tenho certeza é que eu nunca vou deixar de ser são-paulino, assim como nunca vou deixar de fazer uma crítica por conta disso. 

sábado, 11 de abril de 2015

Devagar com o andor - a terceirização não é ruim pra todo mundo

Não basta o Executivo estar perdido: o Legislativo parece que tomou para si a capacidade de criar polêmicas que apenas o Planalto e os escândalos de corrupção tem para ganhar as páginas políticas dos jornais. A mais nova controvérsia veio nessa semana, com a aprovação por parte da Câmara de uma lei que facilita a terceirização de trabalhadores.
.
Créditos: http://migre.me/pqkxT
A reação pública à medida foi de revolta e muita crítica. Dentre tudo que foi falado, as queixas mais comuns foram o desrespeito aos direitos trabalhistas e à Consolidação das Leis do Trabalho - a famosíssima CLT, presente desde os tempos de Getúlio Vargas. 
.
Não venho aqui defender a terceirização, que fique bem claro. Mas tenho uma opinião um tanto quanto diferente da maioria. Antes, tenho um convite para você: informe-se e tente saber os lados bons e ruins dela. Vi muita gente compartilhando massivamente conteúdos de apenas um dos lados da discussão. Um bom texto que achei nesses moldes é o da ótima Negócios da Comunicação.
.
Se eu fosse o presidente do mundo, lutaria arduamente para todos os empregos terem carteira assinada e todos os benefícios que todo e qualquer trabalhador sonha e deseja - mas que, na maioria das vezes, eles apenas sabem que existem. Ter um vínculo empregatício é algo muito mais seguro por tudo que a lei pode te amparar - Fundo de Garantia, seguro-desemprego e afins. 
.
Mas, aqui, tenho que lançar mão de uma argumentação que eu, particularmente, não gosto: a exemplificação de uma única pessoa. Minha, mais especificamente. Minha Carteira de Trabalho tem apenas as anotações dos estágios e lugares em que trabalhei, sem criar vínculo empregatício nenhum. Basicamente: sou freelancer (ou PJ, ou pessoa jurídica, ou terceirizado) desde o começo da minha recente vida profissional - seja como estagiário, seja como senior. 
.
Créditos: http://migre.me/pqkz1
Na primeira empresa que trabalhei (com a qual sou magoado até hoje pela minha demissão abrupta) ganhei vale-refeição, vale-transporte e seguro odontológico. Na segunda, VT. Em ambas os locais tive seguro de vida. Aí reside o primeiro ponto: o empregador sabe que, se não houver o mínimo de condição, poucos (pra não dizer ninguém) vão se colocar à disposição para trabalhar lá. E os que se dispuserem, provavelmente, não vão ter a menor capacidade de fazer o que é pedido. 
.
Fui um terceirizado clássico no meu último estágio, no Hospital Israelita Albert Einstein. Meu e-mail era diferente, meu cartão magnético para destravar as portas idem. Na realidade, eu não tinha direito nem a comer lá - mas é claro que o meu "chefe" sempre fez questão de não tornar esse fato um empecilho, até pelo que eu disse acima. A compensação vinha ao receber: meu salário líquido era maior que o dos estagiários contratados pelo próprio HIAE. Eu tinha maior liberdade com o meu próprio dinheiro, que chegava de uma vez - e não ficava retido em cartões quaisquer. 
.
Essa situação, aliás, sempre foi um dos motivos que me fez seguir como pessoa jurídica no meu primeiro emprego em tempo integral. Não convém discutir aqui, mas eu ganho mais como PJ do que se optasse por assinar um contrato com a empresa. Sei que não vou ter determinados benefícios e que o investimento em seguros, poupanças, aposentadorias e afins virá do meu próprio salário, mas fiz e refiz várias contas antes de optar por esse tipo de contrato e vi que, para mim, compensava. 
.
Créditos: http://migre.me/pqkAb
Não só para mim, para a minha agência também. E aí entra mais uma impressão minha: quanto mais fácil o acesso à terceirização, mais fácil é abrir e/ou manter uma micro, pequena e até média empresa - o que é um enorme estímulo para empreendedores e para o próprio país, já que 99% das empresas brasileiras são PME's, e elas respondem por 27% do PIB nacional e mais da metade dos empregos no Brasil.. 
.
Sobre o parágrafo acima, um adendo: se a terceirização pode ser favorável para PME's (que, literalmente, lutam para viver por ter menos recurso e estrutura) e para contratados por elas, a situação é bem mais cômoda para empresas maiores. E algo tem que ser feito para que essas empresas de maior porte não façam uma orgia com os direitos de seus atuais e futuros empregados. São elas que devem dar o exemplo - e punidas se não forem leais a quem batalha para mantê-la reconhecida.
.
Além do meu emprego, faço dois freelancers para duas empresas que, por si só, são terceirizadas. Lido com duas pessoas distintas e nunca (com ênfase no nunca) tive problemas com pagamento. Eles sempre pedem para conferir o montante (que varia de acordo com as horas trabalhadas); e, caso algum erro ocorra, me ressarcem no mês seguinte - como já aconteceu, aliás. Sem drama nenhum.
.
Créditos: http://migre.me/pqkB7
Gostaria de relembrar que esse é apenas o meu caso, é claro. Também relembro que atuo no jornalismo, uma área que sofre com demissões em massa e tristes trâmites jurídicos de empregados e patrões - e que cada vez mais vê a terceirização ficar comum, por sinal. Pode ser que ser PJ no Jornalismo não seja tão desvantajoso assim, pode ser que eu seja um imenso sortudo.
.
A mensagem que quero deixar é que não podemos demonizar a terceirização. Devemos lutar pelos direitos trabalhistas sim, óbvio; mas se ser terceirizado é vantajoso para mim, certamente também é para várias outras pessoas.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O Jesus que morreu na Páscoa

O cenário era um deserto, no sentido literal da palavra. Terra arrasada era pouco. O povo estava descrente, engolido por seus detratores - que cada vez eram mais fortes e tinham maior número. Não havia a mínima força nem sentido para lutar. Eis que ele chegou. Jesus? 
.
Créditos: http://migre.me/ppcrf
Não, Muricy Ramalho. A tradicional epopeia cristã aplicou-se muito bem ao começo da terceira passagem de Muricy Ramalho no São Paulo, em 2013. A sequência dessa história também se assemelha bastante à Bíblia: os renegados deram a volta por cima. No caso são-paulino, escapou-se (com alguma sobra) do rebaixamento em 2013, o time voltou a ser respeitado e teve uma campanha espetacular no Brasileirão do ano seguinte - além de lutar com muito brio na Sul-Americana do mesmo ano. 
.
Eis que chega 2015 e chegam também todos os problemas que todo fã de futebol (nem precisa ser são-paulino) já conhece. A diretoria resolve jogar contra, os jogadores ficam apáticos... 
.
Créditos: http://migre.me/ppcut
O beijo de Judas de Muricy foi a derrota para o Botafogo, com um time titular incapaz de fazer gol num primeiro tempo e sem coração no segundo. Isso após não conseguir vencer nenhum clássico e ter uma campanha previsível na Libertadores - eterna prioridade pelos lados do Morumbi. 
.
Tal qual Jesus, seu nome segue cultuado pelos seguidores de uma religião - adeptos que cada vez mais têm a certeza que Muricy foi traído e injustiçado. 
.
Créditos: http://migre.me/ppcAl
É claro que ele não é perfeito. Seu jeito ranzinza proibiu a utilização de tecnologia de estatísticas na comissão técnica, assim como alguns de seus erros durante alguns jogos mataram totalmente a equipe. Mas seu caráter, sua fidelidade e seu coração sempre foram adorados no Morumbi - que ele sempre fez questão de tratar como sua própria Galiléia. E disse que ainda voltaria para encerrar de vez sua vida no futebol. 
.
Piegas? Sim. Mas a história de Muricy no São Paulo é quase uma metáfora religiosa. 
.
...
.
De volta à realidade: agora não tem como jogadores e diretoria se omitirem. As coisas vão voltar a andar e a melhorar - até porque é difícil ficar pior. E, por ordem de preferência (e sem contar a dificuldade em trazer cada um deles): Sampaoli, Sabella, Luxemburgo, Cristóvão e Abel Braga.

sábado, 4 de abril de 2015

Dia de folga

Depois de ficar oito meses vivendo de freelancers (ou seja, com grande tempo livre em todos os dias), jamais pensei que a urgência por um dia de folga viria tão cedo. Aqueles dias tão monótonos se transformaram, de um dia para o outro, em uma pequena loucura - onde não raro eu emendo o meu trabalho com algum outro freelancer.
.
Créditos: http://migre.me/pjiYN
Foi isso que aconteceu nessa sexta-feira santa. Aliás, essa é uma data propícia para colocar tudo em ordem porque, obviamente, sempre vai cair em uma sexta-feira - e não periga de cair no final de semana. 
.
Se o cansaço (ainda) não é tão grande assim, o começo da vida de não-estagiário demanda várias mudanças. As de comportamento são assimiladas no dia a dia, bem como as de atitude. Não é um feriado que vai te deixar mais maduro. Mas é um feriado que vai fazer você ficar em casa, parar e pensar em tudo que você tem que fazer. 
.
Colocar na conta do lápis o quanto você está devendo para a sua namorada, o que você vai fazer com ela no final de semana, o quanto você tem a receber do seu freelancer. Ver todo o procedimento para renovar a carta de motorista e o que precisa para atualizar sua conta universitária - ela não é mais universitária, ora. 
.
Também é o dia de coisas bem mais cotidianas. Acordar 13h, depois de muito tempo, deixa qualquer um de bom humor o resto do dia. Jogar aquele jogo que você tanto ama e sentia saudades (e, melhor ainda, ter ótimos resultados), arrumar um pouco do seu quarto - que pedia socorro, diga-se.
.
Créditos: http://migre.me/pjj01
Também é interessante notar que dias de folga tem vésperas, e essas próprias vésperas são dias especiais. Dias em que todo mundo parece estar mais animado, prestes a extravasar. Com mais gracinhas, mais risadas, mais bom humor. 
.
No fim de abril tem feriado de Tiradentes - que, para nossa sorte, cai numa terça-feira. Logo logo tem mais dois dias de folga - ansiosamente aguardados desde já.