sexta-feira, 20 de março de 2015

Minha visão sobre os protestos

Se você não esteve em Urano nos últimos sete dias certamente sabe que o Brasil passou por uma série de protestos a favor e contra o governo federal - na sexta-feira e no domingo, respectivamente. 
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Crédito: http://migre.me/p6K5U
Antes, um aviso triste de ser dado: sim, tivemos protesto também na sexta-feira, a favor do governo. Talvez você não saiba disso, já que em muitos veículos de comunicação ele só foi noticiado após o ocorrido - como se ele já não estivesse marcado há tempos. Fica uma indagação: se o Brasil inteiro sabia do protesto contra o governo por meio desses tais veículos de comunicação, porque não sabiam dos protestos a favor? 
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Ao contrário de outros tantos assuntos, o blogueiro fica em cima do muro nessa discussão toda. Ele não foi no protesto de sexta (tá difícil ser a favor desse governo) e também não foi no de domingo. Explicar os motivos para não ir no segundo protesto é algo um pouco mais complicado - e, no fim das contas, é o ponto nevrálgico dessa postagem. 
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Desde quando o burburinho sobre o protesto anti-governo surgiu especulou-se a ideia de pedir o impeachment da presidente e de uma intervenção militar. Absurdo, sem dúvida. E uma minoria, me parece. Mas era uma minoria barulhenta que não foi repreendida por muita gente; assim como foi uma minoria que não era insignificante e tinha lá sua representatividade. Isso incomoda bastante. 
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Crédito: http://migre.me/p6K6w
Vou ser favorável ao impeachment quando todas as investigações forem concluídas e ficar comprovado que a presidente sabia ou atuava em algum esquema de corrupção - assim como foi feito com Fernando Collor. A triste diferença é que o impeachment de Collor teve uma imensa cooperação de todos os poderes, já que o presidente rachou a base aliada com suas atitudes. Embora Dilma não fale a mesma língua do Legislativo, do Judiciário e de muitos do próprio partido, sua situação política é muito mais favorável do que a de Collor era. 
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Quanto à intervenção militar, bem... eu apenas cito essa ignorância, mas acho que qualquer pessoa com um QI de pelo menos dois dígitos sabe o quanto isso é absurdo; logo, me abstenho de falar qualquer coisa a esse respeito. Vamos em frente. 
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Eu senti um clima artificial demais nas manifestações de domingo. Lembro dos protestos de 2013, com vários gritos entoados a plenos pulmões. O que vi no domingo foi um mundaréu de gente andando para lá e para cá, fazendo barulho apenas para conversar com seus conhecidos. Os gritos contra a presidente, contra o partido da presidente, contra os apoiadores e eleitores da presidente eram constantemente berrados, mas sempre individualmente. Ao menos para mim protesto é outra coisa. 
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Crédito: http://migre.me/p6K6S
Falando do mundaréu de gente: afinal de contas, quantas pessoas estavam na Paulista? A PM falar que tinham um milhão de pessoas e o Datafolha contabilizar 210 mil é absurdo. O que mais chama a atenção é ver a Polícia Militar dar um número tão maior que outro. Bem a PM, que já falou que a Parada Gay tinha 600 mil pessoas enquanto outros falavam em 4 milhões... é estranho verificar que, quando os militares são bem quistos em um local, o número é inflado pela PM; quando não, é derrubado.
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Pra finalizar quanto à PM: manifestantes tirando foto com os fardados? Como será que os pais e avós dessas pessoas, que enfrentaram uma ditadura militar, se sentiriam? 
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Nos dois últimos domingos tivemos panelaços enquanto a presidente e dois de seus ministros falavam na TV. Nada contra, é totalmente legítimo. Mas é interessante notar que quem fez isso é quem não tem dificuldade nenhuma em se sustentar e ter seus próprios luxos. É óbvio que eles podem protestar e querer um Brasil melhor; mas eu confesso que sempre vou ouvir quem fecha suas contas no vermelho ao invés de ouvir quem reclama de não conseguir comprar um carro por ano ou tem um inquilino inadimplente. Peço desculpas caso isso seja um preconceito; para mim é só justiça. 
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Crédito: http://migre.me/p6K7j
Há, porém, um lado muito benéfico nos protestos: dias depois da manifestação foi apresentada mais uma proposta para a reforma política - bem como em 2013, que acabou rejeitada pelo Legislativo. É triste ver que nossos nobres deputados e senadores funcionam na base da porrada; mas, se é assim, que consolidemos nossos direitos. 
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Já tem mais protesto marcado: dia 12/04. É esperar para ver. 

domingo, 15 de março de 2015

O Albert Park mostra bem a decadência da Fórmula 1

Sou de uma geração de fãs brasileiros do automobilismo que começou a acompanhar a Fórmula 1 após a morte de Ayrton Senna - ou seja, sou da geração Schumacher. Mesmo sem um brasileiro com chances de título (falando realisticamente, e não sob a ótica ufanista das transmissões da TV Globo), sempre tínhamos um estímulo para acompanhar o campeonato. Tínhamos. 
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O campeonato de 2015 da Fórmula 1 começou ontem e talvez você nem saiba disso. Existem os eventos externos (protestos no Brasil e o horário pouco convidativo do GP da Austrália) para que isso aconteça, é claro; mas muito do atual e imenso desinteresse pelo torneio se dá pela falta de emoção das próprias corridas - isso sem falar em motivos menos éticos e mais profundos, como os recentes e e pouco explicados acidentes com Jules Bianchi e Fernando Alonso. 
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O GP da Austrália deixou isso bem claro. Como mostraram os treinos no começo do ano, a Mercedes (equipe que fez o que bem entendeu ano passado), parece estar ainda mais forte nessa temporada - a ponto de abrir um segundo e meio para os demais bólidos na classificação para a primeira corrida, o que é uma enormidade no automobilismo. Logo atrás, ao que parece, Ferrari e Williams vão brigar pelo último lugar no pódio ao longo de todo o ano. 
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Essa segmentação da disputa deixa qualquer competição enfadonha. E isso acontece há muito na Fórmula 1. Desde quando Schumacher foi tetracampeão do mundo (em 2001, com quatro provas de antecedência) parece que o abismo só cresceu - ao ponto do mesmo Schumacher, em 2002, vencer o torneio com incríveis seis corridas de antecedência. 
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Conta-se nos dedos quantas vezes tivemos decisões de campeonatos minimamente disputadas desde aquele período. De 2000 para cá, apenas em seis oportunidades o campeonato foi decidido na última prova - sendo três dessas seis vezes seguidas. Isso afasta qualquer pessoa (inclusive fãs) de um evento. Imagine, então, a possibilidade de ganhar novos seguidores. 
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Dentre tantos eventos secundários nesse período na Fórmula 1 temos o fato de que foi a minha geração quem se habituou a ver o GP da Austrália ser disputado em Melbourne - isso começou em 1996; antes, a cidade-sede do país no campeonato era Adelaide. E, sabe-se lá porque, as corridas no Albert Park (que quase sempre abriram as temporadas) sempre foram muito empolgantes. Lembro de cabeça de algumas que em nada lembraram o passeio das Mercedes na madrugada de ontem. 
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1996 - O incrível acidente de Martin Brundle

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2000 - A boa estreia de Rubens Barrichello na Ferrari - no dia do aniversário do blogueiro
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2002 - A estreia de Felipe Massa na Fórmula 1 - que durou só uma curva
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Torço muito para que essa temporada, de alguma forma, me surpreenda. Mas me parece que teremos mais um ano bem sonolento da Fórmula 1.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Vinte e três - a mudança chegou

Como todo adolescente, esperava ansiosamente pelos meus dezoito anos. Achava que a minha vida mudaria do nada em uma passagem de noite. E, como a maioria das pessoas que chegam a essa idade, quebrei a cara ao ver que nada tinha mudado. A vida continuava a ser uma penitência - até porque é só na teoria que ninguém bebe e não entra em qualquer lugar sem um RG falso. 
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Sabia que, alguma hora, a mudança ia chegar. Aos poucos ou abruptamente a minha vida daria uma guinada. Comecei a encaixar a minha vida ao meu gosto (e não ao gosto da minha mãe) aos poucos. Pagar algumas contas, ajudar em tarefas domésticas, ter liberdade para sair e gastar o meu dinheiro. Isso, realmente, foi conquistado nesse longo período dos dezoito até os vinte e dois.
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Ontem, no meu aniversário de vinte e três anos, eu parei pra pensar nessa história de mudanças novamente. E vi que a hora de mudar é justamente agora. 
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A começar pelo lado profissional: após oito meses parado para fazer o TCC na faculdade, voltei a trabalhar - pela primeira vez como senior, e não como estagiário. Oito horas (no mínimo) por dia, participando de várias ações e ideias e de corpo e alma em um local. Além disso, tenho dois freelancers para complementar a renda - e fazer contatos, é claro.
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Outra mudança: pela primeira vez na minha vida eu passarei um ano sem estudar academicamente. Com a faculdade encerrada, vou tirar um ou dois anos de folga para depois pensar na pós-graduação. Quero terminar o inglês (quem não tem inglês hoje em dia sofre) e começar uma ou duas línguas extras no período - tenho especial predileção pelo alemão, sabe-se lá porquê. 
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Ainda falta muita coisa, é claro. Morar sozinho, ter meu carro, conseguir ver mais a minha namorada em dias da semana... mas, se demorei alguns anos pra conseguir o que de tanto me orgulho hoje, posso ter mais tempo para bater essas metas antigas - e mais ousadas. Que venha tudo agora. O vinte e três foi só o começo.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Lava-jato, tucano, petista e ignorante

Já falei algumas vezes sobre o Petrolão e a Operação Lava-Jato - aqui, aqui e aqui. Sempre criticando os envolvidos e tentando, de alguma forma, mostrar algum outro viés que muitos não captaram ou não sabiam. Eis que a vida, essa roda da fortuna, faz esse favor para mim.
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Eu, infelizmente, não tenho informações privilegiadas sobre ações da Polícia Federal - como a maioria da grande mídia parece ter, diga-se de passagem. Mas eis que a própria grande mídia, que parece ter um prazer descomunal em bater no atual governo, tem que engolir informações que não a agrada. 
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PS: o parágrafo acima não trata-se de um achismo ou de uma opinião. Você não precisa de muita pesquisa para confirmar o que é dito nele, e deixo para você fazer isso. Se quiser uma dica, clique.
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Por conta dessa própria grande mídia você não saiba que, agora, não temos apenas pessoas de empreiteiras ou da base aliada entre os que querem colocar imediatamente no banco dos réus, apenas com delações premiadas e informações de uma ou duas pessoas suspeitas e sem nenhuma grande investigação. 
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O TSE divulgou que Aécio também recebeu dinheiro das empreiteiras em sua campanha. Fico me perguntando se os que pedem o impeachment de Dilma sabem disso. As tais delações premiadas (que vazam sabe-se lá porquê, já que são ditas apenas por um suspeito e sem nenhuma investigação concreta realizada) também mostraram que Aécio Neves, Álvaro Dias e outros congressistas da oposição foram pressionados a não aprofundar nada na CPI da Petrobras. Ricardo Boechat foi além: segundo ele, depoimentos das delações dizem que o principal nome da Lava-Jato é o próprio Aécio Neves.
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Que temor é esse, tucanos? Vocês não eram a favor de uma investigação profunda e tudo mais? Aécio, será que o ex-presidente e seu avô Tancredo Neves nunca te disse que "quem não deve não teme"?
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Mais: uma denúncia envolvendo o nome de Agripino Maia, senador pelo DEM e coordenador da campanha de Aécio à presidência, diz que o político potiguar participava de um grande esquema no DETRAN local. Mas é claro que o fato de Agripino ser coordenador da campanha tucana ao Planalto não foi citado em nenhum momento. 
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Culpar só o PT é ignorância. Até porque o PDSB é igualzinho. 

segunda-feira, 2 de março de 2015

A vida é bem mais que a vida alheia

Aconteceu comigo, no domingo logo depois do carnaval. Estava saindo da ESPN e indo a pé até a estação Sumaré quando ouço uma súbita e forte freada na Doutor Arnaldo. Olho para a direita no instante que um Fox bate em um EcoSport; e, com a força da batida (que nem foi tão forte assim), o segundo carro atinge um Prisma. 
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Parece que o centro do mundo tinha virado aquele farol na frente da Torre da Cultura. Parece que a importância da ONU ou da Casa Branca tinham sido sumariamente diminuídas diante daquele pequeno engavetamento. As cercas de dez pessoas que estavam próximas do local da batida logo se amontoaram, cruzando inclusive a avenida com o farol aberto. 
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Os comentários eram sempre parecidos e atropelados pelas próprias pessoas. "Nossa, a menina do Fox tá chorando", "Vish, o cara da EcoSport saiu puto", "Meu deus, que moça desatenta" foram alguns dos exemplos que ouvi enquanto passava na frente do grupelho, que parecia que não tinha mais nada para fazer na vida a não ser ver aquela situação na rua. 
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Passe pelo grupo em dois segundos. Vi a batida e não parei de andar para frente. Eram 13h15 e eu teria que narrar dois jogos de casa, o primeiro às 16h. Alguns me olharam espantados por eu não dar relevância para aquele evento tão importante para outros. 
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Voltei para casa me perguntando porque raios as pessoas gostam tanto de futricar a vida alheia. Além de ninguém ganhar absolutamente nada com isso, essa atitude só prejudica os demais - a motorista que começou a chorar deve ter ficado ainda mais ansiosa ao ver que tinha gente prestando atenção nela. Os transeuntes não estavam nem aí, tanto que nenhum deles se dispôs a ajudar em nada. Só ficaram lá especulando sobre o ocorrido e comentando tudo o que viam.
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Sei que, infelizmente, esse grupo apenas representa uma enormidade de gente que faz a mesmíssima coisa não só ao ver acidentes, mas para absolutamente tudo na vida - você deve conhecer fofoqueiros, espíritos de porco, futriqueiros e por aí vai. Eu lamento por eles, mas não escondo a raiva. 
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Narrei meus dois jogos, ganhei meu dinheiro. Foi bem melhor que ficar vendo três carros batidos. 

domingo, 1 de março de 2015

450 anos do Rio e 250 Cristos Redentores

Por mais que toda cidade tenha suas características e identidade, nenhum outro município brasileiro é tão icônico quanto o Rio de Janeiro. Seja pelo sotaque carioca, pela cultura, pela música ou por qualquer outra qualidade que o local justamente chamado de Cidade Maravilhosa, o mundo inteiro conhece e deseja visitar o Rio.
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Pontos turísticos não faltam. As praias, o Sambódromo, o Maracanã, o Pão de Açúcar e o Corcovado. Corcovado onde fica, aliás, uma das Sete Maravilhas do mundo moderno: o Cristo Redentor.
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Inaugurado em 1931 após nove anos de construção, o Cristo é conhecido por todos. Todos mesmo: em 2011, foi eleito o maior símbolo da América Latina. O que você pode não saber é que não existe apenas esse Cristo Redentor por aí. Mais: todos os mais de 250 Cristos de outros locais tem algo em comum - e não é a figura homenageada.
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Todos vieram da mesma família: os que tem sobrenome Papaiz, originalmente de Campinas. Com os moldes prontos, bastava à cidade que quisesse comprar um Cristo escolher o tamanho. O que popularizou ainda mais as esculturas é o baixo preço: as maiores estátuas custam apenas 12 mil reais - quantia que não precisa de autorização de nenhum Legislativo municipal para ser gasto. (É claro que o material é diferente do Cristo original, bem mais em conta)
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O Rio continua lindo, e jamais deixará de ser. Mas a Cidade é muito mais que Maravilhosa; é inspiração e influência pura.
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Abaixo, alguns dos Cristos Brasil afora. Pena que nenhum deles tenha a Baía de Guanabara para abraçar.
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Cornélio Procópio - PR

Indaiatuba - PR

Taiúva - SP

Lagoinha - CE

Taubaté - SP