Textos sobre assuntos diversos: da vida do autor à política, esportes e futilidades quaisquer. O único compromisso é com a qualidade dos textos e das posteriores discussões.
Não é preciso ir muito longe nesse blog para verificar o quanto eu sou contrário a praticamente tudo que envolve qualquer coisa que seja militar no Brasil, por vários motivos. Mas desde março, quando começaram os protestos contra o atual governo federal, um fato que envolve a corporação muito me intriga.
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Créditos: Luciana Yole/Flickr
Eu, manifestante desde os tempos de #ForaSarney (em 2009), me acostumei a ver PM jogando os números de cada protesto para baixo - quase no chão, aliás.
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Começando pelo próprio #ForaSarney: em São Paulo, a manifestação reuniu 700 pessoas segundo os organizadores, mas cerca de 300 para a PM. A diferença absoluta pode ser pequena, mas a distância de 300 para 700 é superior a 100%. Como a polícia pode cortar mais da metade do número de manifestantes em um evento?
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Essa curiosidade em torno da PM tomou proporções imensas em 2013, durante os protestos que começaram contra o aumento das tarifas do transporte público e depois sintetizou várias reclamações da população. É patético. Enquanto o Movimento Passe Livre (que começou com as reivindicações) estimava atos com 5.000 e 100.000, a polícia colocava 2.000 e 65.000, respectivamente. O Estadão fez um belo infográfico sobre isso.
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Créditos: Joel Silva/Folhapress
Eis que chegam os protestos contra o governo desse ano. A PM estimou 1.000.000 de pessoas em março; o Datafolha, 210.000. Em abril, nova discrepância: 275.000 para a PM; 100.000 para o Datafolha. Nos protestos de agosto a história não foi diferente: 350.000 para os militares; 135.000 para o Datafolha.
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É interessante notar que, ao menos em março, o governo federal teve manifestações de apoio - e os números novamente foram discrepantes, mas com a PM voltando a dar números muito abaixo. Em março, o Datafolha contou 41.000 pessoas; a PM, 12.000.
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Créditos: Jorge Araújo/Folhapress
É óbvio que as entidades organizadoras (a saber, o Movimento Passe Livre) tem interesse em inflar seus números. O que é ~curioso~ é ver que manifestações estudantis e a favor de um governo que é contra os interesses históricos da PM ficam com estimativas muito abaixo das demais, enquanto em protestos que vão de encontro ao que os militares querem esses mesmos números são superdimensionados. Vale dizer também que nos protestos contra o governo policiais tiravam fotos e eram tratados como heróis.
Vi meu time ganhar o estadual, a Libertadores e o Mundial em 2005. O campeão brasileiro foi o Corinthians, no Brasileirão lembrado até hoje pela remarcação de jogos por conta da Máfia do Apito e pelo pênalti de Fábio Costa em Tinga - não marcado e motivo da expulsão do então volante colorado. Alberto Dualib, presidente do Timão na época, chegou a dizer que o verdadeiro campeão daquele campeonato seria o Inter.
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Lembrei de dois casos não para culpar o Corinthians, mas porque esses fatos entraram para a história do futebol brasileiro. Todos os times tem um punhado de erros de arbitragem a favor, assim como os corinthianos com certeza se lembrar de outros tantos erros que os prejudicaram. E é esse imenso excesso que precisa ser combatido. Acima de tudo: sem nenhum tipo de clubismo.
Isso cria um clima de desconfiança que coloca qualquer credibilidade de um campeonato em xeque. Eu, particularmente, não acredito em roubo e erros de má fé - só em incompetência mesmo. E isso não torna a sucessão de equívocos algo menor.
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Todos sabem disso tudo que eu falei. Todos sabem que os árbitros são horríveis e todos sabem que mais ou menos hora vão ser prejudicados e beneficiados. O problema é que cada clube só vê o seu lado. Só reclamam quando é contra si. Quando é a favor, torcedores e por vezes até jogadores e dirigentes ironizam o erro. Mais do que isso: quando isso acontece, não há repreensão de parte nenhuma por parte do clube beneficiado.
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Após o ótimo Corinthians 4x3 Sport, a diretoria pernambucana emitiu uma nota oficial repudiando a arbitragem do jogo - do paulista Luiz Flávio de Oliveira. A principal polêmica foi quanto ao pênalti final, em lance que... foi pênalti - segundo uma nefasta recomendação da FIFA que ninguém conhecia após o primeiro Corinthians x São Paulo na Arena, no ano passado; e em lance que o juiz de Atlético Mineiro x Grêmio não marcou um penal para o Galo. Bem o Sport, que foi beneficiado por erros dos árbitros no mínimo, contra Avaí e São Paulo.
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Créditos: Ricardo Zanei/UOL
Só hoje o Flamengo lançou uma nota oficial manifestando seu repúdio contra a arbitragem do Brasileirão. O Palmeiras lançou a pior nota de todas, falando da ~pressão que adversários querem exercer na arbitragem~ - ao que parece, o Palmeiras está satisfeitíssimo com os árbitros. A nota alviverde saiu um dia depois do Porco vencer o próprio Flamengo, em partida que teve pelo menos dois lances polêmicos a favor do time carioca - nenhum deles validado. Vamos ver por quanto tempo o papo se mantém.
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Cada clube só pensa em si, como pode ver. Pior que isso, os torcedores entram na onda e só ligam para o que acontece contra o próprio clube - endossando as palavras dos dirigentes que apoiam. Desculpe, mas eu me recuso a ser massa de manobra e ser tratado como gado. É óbvio que fico bravo quando vejo meu time prejudicado, mas o problema é bem maior que isso.
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Se lembra de Corinthians x Sport? Um árbitro paulista escalado para apitar um jogo em São Paulo de um time paulistano - ainda mais um Oliveira, família de árbitros famosa por erros favoráveis ao Timão. A CBF não treina e ainda escala árbitros com esse critério pavoroso, de colocar árbitros do mesmo estado do mandante. É pedir para desconfiar da idoneidade do árbitro e da instituição. Isso sem falar em medidas absurdas - como a da proibição de comemorar com a torcida, a proibição de qualquer manifestação de torcedores e da punição para cada mínima reclamação.
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Créditos: Agência Estado
TODOS que gostam de futebol precisam refletir. A começar por nós, torcedores, que precisamos parar de ser massa de manobra de dirigentes que só pensam no próprio clube - e em si mesmos. Só assim poderemos exigir dos cartolas (dos clubes e da CBF), dos árbitros e de todo mundo que está envolvido nessa história uma situação melhor da arbitragem. Para isso, precisamos criticar todos os erros, indistintamente do clube que seja.
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O futebol é bem maior que você e que o seu time. A raiva a cada erro seguirá existindo, mas precisamos ter consciência que o futebol brasileiro está na UTI. É hora de salvá-lo.
Chega o fim de semana. Depois de tanto trabalhar, o máximo que você quer e imagina para você da sexta até o domingo à noite é fazer o que bem entender.
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Créditos: http://migre.me/pO6WT
Você vê que tem muita coisa boa na televisão - tem futebol e corrida de todo jeito, tem show, tem filme, tem algo que te interessa. Você começa a ver o que vai fazer com a namorada, o que vai comer, como vai se divertir. Você pensa em descansar, arrumar algo em casa, resolver um dos vários problemas que tão escanteados nessa vida corrida. Você pensa até em trabalhar um pouco mais, já que a vida não tá fácil pra ninguém e freelancers no final de semana pagam melhor.
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O problema é que você dorme até de tarde no sábado e no domingo. O cansaço acumulado te consome sabe-se lá quantas horas do horário que, em tese, é feito para você fazer o que bem entender.
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Conforme o tempo passa, fica mais difícil manter a disposição de outrora. Eu, que me orgulhava de dormir pouco, agora não posso ver uma cama na sexta-feira para hibernar até a tarde seguinte - perdendo vida, dinheiro, conhecimento e seja lá o que for.
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Créditos: http://migre.me/pO6TF
Eu queria não ter sono ou preguiça. Queria viver sempre com os olhos abertos - eu sou tão calmo, não preciso nem ficar sempre alerta de maneira hiperativa, o meu normal já tá bom.
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A disposição segue existindo, mas é difícil aceitar que o corpo já não obedece mais a cabeça como deveria.
Maior torneio do futebol nacional e maior liga do tradicional futebol sul-americano, o Brasileirão de 2015 hoje. Com apenas um time do Nordeste e outro do Centro Oeste; quatro times de Santa Catarina; cinco de São Paulo; sem Botafogo e com Vasco e Palmeiras; chama a atenção um dado muito pouco animador: a rotação de técnicos entre os clubes que disputam o torneio.
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Créditos: http://migre.me/pN90k
É uma lista difícil de se fazer pelo número de treinadores demitidos, encerrando trabalhos que sequer puderam ser avaliados e ter resultados. Interessados apenas no agora, os dirigentes não pensam a longo prazo e fazem do futebol brasileiro uma ciranda de técnicos - e uma piada, também.
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Abaixo, listo os técnicos demitidos e os clubes que fizeram uma alteração em sua casamata na temporada 2015 - que, vale lembrar, começou há apenas três meses:
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Atlético Paranaense: Claudinei Oliveira, Enderson Moreira
Avaí: Geninho
Fluminense: Cristóvão Borges
Goiás: Ricardo Drubscky, Wagner Lopes
Santos: Enderson Moreira
São Paulo: Muricy Ramalho
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Créditos: http://migre.me/pN8Zq
É incrível como um time consegue avaliar o trabalho de um profissional, em um torneio que os próprios dirigentes falam que "não vale nada" - os estaduais. Talvez eles sejam milagreiros e descubram quem faz bem seu papel ou não, talvez. A lista esconde casos absurdos, como a demissão de Enderson Moreira do Santos ainda invicto, assim como as passagens relâmpagos do próprio treinador pelo Atlético Paranaense e de Wagner Lopes pelo Goiás. Imagine, então, avaliar o trabalho de dois técnicos em três meses - como fizeram o Furacão e o Avaí. Ou os cartolas tem uma bola de cristal ou são incompetentes. Fica ao seu critério escolher.
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Nada mais nada menos que 40% dos técnicos empregados em times da Série A em 2015 foram demitidos. O 7x1 não para de se justificar.
Quanto mais você trabalha, mais você conhece suas virtudes e seus pontos fracos profissionais - assim como a prática existe para te apontar os erros te melhorar. Melhor ainda é quando você aprende algo para levar para o resto da vida ao trabalhar.
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Créditos: http://migre.me/pMFaA
Sou jornalista e trabalho com informações. Mas, ao longo da minha vida e da minha formação acadêmica, ouvia muitas vezes que meus textos eram densos demais - ou seja, que eram bem escritos, mas que a quantidade de informações deixava a leitura pouco fluída.o
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Eu me perguntava se isso não era um contrassenso - ora, um texto jornalístico com menos informação? Também me perguntava se eu precisava escrever textos menores. Na verdade, eu só queria acertar meus textos.
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Eis que, de tanto ler (no trabalho, por lazer, textos aleatórios diversos), percebi que minhas contextualizações (tão importantes) fugiam demais da ideia principal do texto. Precisava reduzir as informações extras e diminuir também a quantidade de dados "embutidos".
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Até hoje tento me readaptar, para ser sincero. Tenho vontade de compartilhar tudo com o mundo - e acho que quem mostra conteúdo passa a ser interessante; assim como acho que pessoas assim também recebem mais informações, de uma forma ou de outra.
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Créditos: http://migre.me/pMF9l
Resultado: meus textos ficam mais leves, mas eu sempre acho que posso colocar algo mais nele. O jeito é fazer dois ou três textos, como "suítes" - jargão jornalístico que se refere a fatos que ganham cobertura em mais de um dia.
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Não é o meu gosto, mas é como fica melhor. Ossos do ofício.
Por conta de seu chaveamento por base no mérito de cada equipe na primeira fase, os mata-matas da Copa Libertadores são imprevisíveis. Se pudessem escolher, certamente São Paulo e Cruzeiro não escolheriam enfrentar um ao outro, assim como Internacional e Atlético Mineiro buscariam chance melhor - assim como Boca Juniors e River Plate, certamente.
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Créditos: http://migre.me/pL6sc
Como se pode prever, os duelos não são novidade. O Santa Zona lista os quatro duelos eliminatórios entre Colorado e Galo, assim como elenca os seis confrontos decisivos entre o Tricolor e a Raposa.
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INTERNACIONAL x ATLÉTICO MINEIRO
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Brasileirão de 1976 - Semifinal
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O Inter bicampeão brasileiro precisou suar demais para vencer o Atlético. Tanto que o gol da virada veio nos acréscimos do segundo tempo, com Paulo Roberto Falcão - Batista empatou o cotejo, que teve o placar aberto por Vantuir. Em campo, jogadores do porte de Manga, Marinho Perez, Elias Figueroa, Dadá Maravilha (ainda no Colorado), Caçapava, Toninho Cerezo e Paulo Isidoro. Dias depois, o Colorado repetiria o feito do ano anterior e venceria o Brasileirão ante o Corinthians - também em jogo único no Beira-Rio.
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Brasileirão 1980 - Semifinais
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A semifinal se repetiu quatro anos depois, agora em dois jogos. No Mineirão, empate por 1x1. Às margens do Guaíba, porém, o Atlético mostrou toda a sua força e fez 3x0 no Inter, com dois gols de Éder Aleixo e um de Reinaldo - Chicão, Toninho Cerezo e João Leite estavam naquele time, enfrentando Mauro Galvão, Batista e Mário Sérgio.
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Brasileiro 1981 - Oitavas-de-final
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Se o Atlético avançou vencendo o Inter no Beira-Rio no ano anterior, o Colorado venceu o Galo no Mineirão no ano seguinte - o 1x0 foi garantindo com um gol de Silvinho. No jogo de volta, o 1x1 foi o suficiente para classificar o time gaúcho.
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Copa do Brasil 2002 - Oitavas-de-final
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Onze anos depois, Atlético e Internacional voltaram a se enfrentar em um jogo eliminatório. No jogo de ida, a eterna dupla Marques e Guilherme garantiu a vitória atleticana no Mineirão. O 3x2 no Beira-Rio não evitou a eliminação colorada para o time de Levir Culpi - atual técnico do Galo. Nesse jogo, vale destacar o gol de Mahicon Librelato, atacante do Inter que morreria em um acidente de automóvel no final do mesmo ano.
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CRUZEIRO x SÃO PAULO
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Copa do Brasil 1993 - Quartas-de-final
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Emvolvido em uma série de torneios, o São Paulo jogou a partida com sua equipe reserva - treinada por Márcio Araújo, não por Telê Santana. O Cruzeiro se aproveitou para vencer o jogo no Morumbi por 2x1 e segurar o empate no Mineirão - 1x1. O time celeste ganharia seu primeiro título na competição, enquanto o Tricolor ganharia a Recopa, a Supercopa, a Libertadores e o Mundial no mesmo ano.
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Recopa 1993 - Final
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Agora com time titular, o São Paulo venceu o Cruzeiro na competição que reunia o campeão da Libertadores (o Tricolor) e o da Supercopa (a Raposa) no anterior. O primeiro jogo foi válido também pelo Brasileirão - em mais um desses absurdos sul-americanos para caber todos os jogos em um calendário exíguo. Como as duas pelejas terminaram empatadas em 0x0, a disputa foi para os pênaltis - Paulo Roberto chutou para fora e Ronaldo (ele mesmo, o Fenômeno) parou nas mãos de Zetti.
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Copa Ouro 1995 - Final / Supercopa da Libertadores 1995 - Quartas-de-final
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A CONMEBOL teve alguns torneio de pouco tempo de vida ao longo da década de 1990. A Copa Ouro foi uma dessas. A competição reunia os campeões da Libertadores, da Supercopa, da Conmebol e da Copa Master - essa última reunia apenas os campeões da Supercopa (!). O interesse, como você deve imaginar, era zero. Tanto que, em 1995, Vélez Sarsfield (campeão da Libertadores de 1994) e o Independiente (vencedor da Supercopa do ano anterior) não disputaram o torneio. Em dois jogos (válidos também pela segunda fase da Supercopa), os dois visitantes venceram por 1x0. No Pacaembu (com meras 4.600 pessoas), o Cruzeiro avançou nos pênaltis.
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Copa do Brasil 2000 - Final
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Foi a única vez que o blogueiro chorou de tristeza por conta de futebol. Isso ilustra bem a carga dramática que teve a peleja no Mineirão, após empate por 0x0 no Morumbi. Marcelinho Paraíba colocou o São Paulo em vantagem, mas Fábio Júnior e Geovanni, já nos acréscimos, deram o tricampeonato da Copa do Brasil para a Raposa. Rogério, Raí, Belletti, Claudio Maldonado, França e Marcelinho de um lado; Cléber, Sorín, Muller, Fábio Junior e Oséas de outro. Dois jogaços.
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Libertadores 2009 - Quartas-de-final
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Então tricampeão brasileiro, o São Paulo titubeava no principal torneio das Américas contra times brasileiros. Não foi diferente em 2009: nas quartas-de-final, o Cruzeiro despachou o Tricolor com duas vitórias - incluindo um 2x0 no segundo jogo em pleno Morumbi, em partida apática do time paulista e que foi o último da vitoriosíssima segunda passagem de Muricy Ramalho pela equipe. O Cruzeiro de Adílson Batista foi até a final, mas parou para o Estudiantes - e para Verón.
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Libertadores 2010 - Quartas-de-final
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Mesma fase, mesma competição, um ano depois. O São Paulo (já com Ricardo Gomes) não encantava e passou pelo fraco Universitario do Peru apenas nos pênaltis. A diretoria tricolor, então, contratou Fernandão - campeão mundial pelo Internacional em 2006. O espírito guerreiro do atacante motivou os companheiros - principalmente Dagoberto, que co-protagonizou as duas categóricas vitórias são-paulinas.